PSD acaba com pagamento de quotas "por atacado"

O PSD personaliza a partir desta sexta-feira o pagamento de quotas para impedir o pagamento por "atacado", que era "usado ilicitamente para tentar comprar votos".

O partido liderado por Rui Rio determinou que a partir desta sexta-feira deixará de ser possível pagar "por atacado" ou de forma massiva as quotas de militantes. Em comunicado de imprensa, o PSD assume que "era uma prática que se arrastava há muitos anos e que era utilizada ilicitamente para tentar comprar votos e manipular os resultados eleitorais".

Cada militante passará, assim, a receber uma notificação com uma referência de multibanco aleatória, que será apenas do conhecimento do próprio, com uma validade de 90 dias. Se não efetuar o pagamento, refere o partido, durante este período, terá de solicitar uma nova referência.

Até agora era possível o pagamento "por atacado", visto que correspondia ao número de militante, antecedido de zeros, o que permitia que qualquer pessoa pudesse pagar as quotas de outros, com ou sem a sua autorização, "desvirtuando as regras democráticas de qualquer ato eleitoral".

O PSD sublinha que esta medida corresponde a um compromisso de Rui Rio, assumido durante a campanha para as diretas do PSD, tendo em vista uma "maior transparência, a reorganização administrativa e, sobretudo, a recuperação da credibilidade dos partidos políticos junto dos cidadãos". O que será acompanhado pela alteração de todos os Regulamentos do PSD.

"Para Rui Rio é importante que a militância seja exercida de forma participada e também que a população, nomeadamente os eleitores, reconheçam que os partidos são instituições confiáveis e que têm um papel determinante no funcionamento do sistema democrático", refere o comunicado.

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