Portugal não recebeu carta de Donald Trump

Presidente dos EUA enviou cartas a vários países aliados, a insistir para que aumentem as suas despesas no quadro da NATO.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) não recebeu, até esta terça-feira, qualquer carta do presidente dos EUA a alertar para a necessidade de aumentar as suas despesas com a Defesa para 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

A informação foi dada ao DN por fonte oficial do MNE e na sequência da notícia, publicada esta manhã pelo New York Times, de que Portugal tinha sido um dos destinatários das cartas de aviso enviadas há cerca de um mês por Donald Trump.

Em causa está a repartição dos custos militares por parte dos membros da NATO, cuja maior fatia recai sobre os EUA.

Desde a campanha eleitoral para a presidência dos EUA que Donald Trump tem denunciado essa situação, argumentando que os aliados europeus têm de aumentar significativamente as suas despesas com a Defesa.

A uma semana da próxima cimeira de Chefes de Estado e de Governo da NATO, em Bruxelas, a notícia do New York Times mostra que esse continua a ser o principal ponto da agenda dos EUA.

Note-se que os aliados decidiram em 2014, na cimeira de Gales, aumentar as respetivas despesas militares para 2% do PIB até 2024. A decisão refletia já o desconforto dos EUA, então sob a presidência de Barack Obama, com o valor da sua fatura para a defesa da Europa e do pouco que os europeus pagavam.

A pressão norte-americana sobre os europeus nessa matéria aumentou significativamente e de forma pública com Donald Trump, que passou a exigir a apresentação de planos detalhados por parte dos aliados que traduzam compromissos firmes e mensuráveis no sentido de cumprirem a meta dos 2% até 2024.

Portugal já apresentou o seu plano junto da NATO, o qual também foi discutido entre os presidentes de Portugal e dos EUA no encontro que ambos tiveram a semana passada em Washington.

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