PCP quer ouvir ministro da Educação sobre ano letivo. Deputados já têm calendário

Primeira reunião da conferência de líderes parlamentares, depois das férias de verão, definiu agendamentos para segunda quinzena de setembro

O PCP vai chamar ao Parlamento o ministro da Educação, num debate de urgência, marcado para 21 de setembro, para que Tiago Brandão Rodrigues explique os problemas de "organização do trabalho nas escolas" que, segundo os comunistas, estarão a afetar o arranque do ano letivo.

O líder da bancada comunista, João Oliveira, enumerou a "falta de auxiliares e de técnicos especializados", para além de "tanta burocracia" que é necessária para obter os manuais escolares.

Falando aos jornalistas, no Parlamento, no final da primeira reunião da conferência de líderes parlamentares, depois das férias de verão, João Oliveira disse que, com o debate nesse dia 21, "ainda há tempo para que sejam tomadas medidas" para ajudar a melhorar o arranque do ano letivo.

Por sua vez, o Bloco de Esquerda também agendou para dia 28 a discussão sobre a sua proposta de combate à desigualdade salarial, como antecipou o DN. Em causa, disse o líder parlamentar bloquista, Pedro Filipe Soares, "estão as desigualdades de leques salariais profundamente díspares" na sociedade e nas empresas portuguesas.

Pedro Filipe Soares sublinhou que esta proposta também "é o desafio que está em cima da mesa" para o primeiro-ministro socialista, António Costa, dizer "se está disponível" para este "combate" ou se recua perante o que disseram os patrões.

Já o líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, anunciou que os sociais-democratas agendaram o debate de um projeto de lei sobre o fim das cativações para as entidades reguladoras, para dia 21, enquanto que o socialista Pedro Delgado Alves revelou que o primeiro debate em plenário dos deputados será no dia 19, com um debate temático sobre o Programa Nacional de Investimentos, num momento em que o Governo está sob o fogo da oposição por alegadas falhas no investimento em serviços do Estado.

Esta quinta-feira tem lugar a Comissão Permanente, que terá na agenda como previsto a discussão sobre a ferrovia. Mas os deputados também vão ouvir a leitura do veto do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, à proposta do direito de preferência do arrendatário.

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