Partidos devem evitar "berrar" sobre a Venezuela, avisa Marcelo

Presidente pede para partidos evitarem usar a situação naquele país como arma de arremesso durante a campanha eleitoral. Pode ser prejudicial para os portugueses que lá vivem

Marcelo Rebelo de Sousa pede prudência aos partidos para evitarem usar a Venezuela como arma de arremesso na campanha eleitoral. "Começar a berrar" sobre o que se deve fazer para apoiar os emigrantes portugueses nesse país sul-americano pode ser prejudicial, avisou o Presidente da República em entrevista à Rádio Renascença.

"Para alguns, pode ser muito interessante, erradamente, começar a berrar em torno disso, mas podem prejudicar os nossos compatriotas que lá estão. O que tem que ser feito, tem que ser feito de uma forma que não é pública", alertou.

Para Marcelo, os portugueses na Venezuela já estão a ser apoiados da forma que devem ser apoiados. "Há um reforço de meios de toda a natureza para apoio aos portugueses", sobretudo para os que têm estabelecimentos comerciais, explicou, e "sentem na rua os efeitos da crise económica e social". Mas esse apoio é feito discretamente, sem ondas.

A ideia, antecipou o Chefe do Estado, é "pacificar, a começar pelo espírito das pessoas", o que se faz sem "levantar ondas, nem criar especulações, nem suscitar problemas que depois são contraproducentes para os nossos nacionais".

O Presidente confirmou que tem "acompanhado a par e passo" a situação no país e garantiu que, tanto da parte da Presidência como do Governo, "existe uma permanente preocupação com a nossa comunidade".

Ler mais

Exclusivos

Premium

robótica

Quando os robôs ajudam a aprender Estudo do Meio e Matemática

Os robôs chegaram aos jardins-de-infância e salas de aula de todo o país. Seja no âmbito do projeto de robótica do Ministério da Educação, da iniciativa das autarquias ou de outros programas, já há dezenas de milhares de crianças a aprender os fundamentos básicos da programação e do pensamento computacional em Portugal.

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...

Premium

João César das Neves

Donos de Portugal

A recente polémica dos salários dos professores revela muito do nosso carácter político e cultural. A OCDE, no habitual "Education at a Glance", apresenta comparações de indicadores escolares, incluindo a remuneração dos docentes. O estudo é reservado, mas a sua base de dados é pública e inclui dados espantosos, que o professor Daniel Bessa resumiu no Expresso de dia 15: "Com um salário que é cerca de 40% do finlandês, 45% do francês, 50% do italiano e 60% do espanhol, o português médio paga de impostos tanto como os cidadãos destes países (a taxas de tributação que, portanto, se aproximam do dobro) para que os salários dos seus professores sejam iguais aos praticados nestes países."