Parlamento investiga extinção da holding industrial da Defesa

Deputados ouvem quarta-feira o presidente da Empordef, após afirmar que a extinção da empresa assentou em "argumentos falsos e mentiras técnicas".

O processo de extinção da holding pública das indústrias de Defesa, pelo governo PSD/CDS, vai ser quarta-feira objeto de escrutínio político e público com a audição parlamentar do presidente da sua comissão liquidatária, João Pedro Martins.

A informação consta da agenda do Parlamento e tem por base declarações feitas ao DN por João Pedro Martins, em dezembro passado, declarando que a extinção da Empordef teve por base "argumentos falsos e mentiras técnicas".

A audição vai ser feita a pedido do BE, que depois de anunciar a sua intenção optou por usar um mecanismo parlamentar que impossibilitava outros partidos - leia-se o PS, como admitiu fonte bloquista ao DN - de chumbarem a ida do presidente da Empordef ao Parlamento.

A extinção da Empordef foi aprovada em 2015 em Conselho de Ministros e o processo já deveria ter terminado há muitos meses, mas o atraso no encerramento das contas dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) - que passou pela alienação de bens como o aço destinado a construir navios asfalteiros para a Venezuela - foi uma das razões para essa situação.

Além de questionar os factos que justificaram a extinção da Empordef, João Pedro Martins criticou também ao DN o processo de subvalorização do património afeto à holding.

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