"No futuro espero que a cooperação entre estes partidos continue"

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, elogia o trabalho da "geringonça" e garante que está confiante quanto à aprovação do quarto Orçamento do Estado (OE) pelos partidos de esquerda, mas lembra que "há muito trabalho para fazer".

"Eu diria que não há três sem quatro, e que nós iremos conseguir o quarto [OE], mas há muito trabalho para fazer. Mas, obviamente, que estamos satisfeitos, nomeadamente, porque depois de anos muito difíceis - e atenção ninguém se confunda, a vida dos portugueses ainda é muito difícil e nós ainda temos muitos problemas por resolver -, hoje sabemos que estamos a fazer um percurso de melhoria. E isso permitiu que todos nós voltássemos a recuperar a esperança numa vida decente no nosso país", disse durante uma visita à Festa do Avante! que decorre nesta fim de semana na Quinta da Atalaia, Seixal.

"Podemos ter discordâncias sobre se é possível mais ou menos, mais depressa ou mais devagar, mas hoje sabemos que esta maioria proporcionou, em cada um destes momentos, em cada um destes anos, melhoria na vida do povo português. E o povo português tinha direito a isso, tinha direito a sentir que pode viver melhor em Portugal. E acho que estamos a conseguir isso", acrescentou o governante socialista.

Quanto à possibilidade de PCP e BE poderem vir a integrar um futuro governo de esquerda na próxima legislatura, como defendem alguns socialistas, como Manuel Alegre e João Soares, entre outros, Pedro Nuno Santos não se quis comprometer, optando por destacar o clima de entendimento alcançado pelos partidos de esquerda ao longo dos últimos três anos, até porque ainda falta um ano para o final da atual legislatura.

"Nós ainda estamos em 2018, temos um OE para ser negociado e aprovado, essa questão não se coloca neste momento. Nós já ultrapassámos a barreira em que havia partidos à esquerda que estavam fora da esfera governativa", disse.

"Hoje temos uma maioria que é da responsabilidade de quatro partidos de esquerda. Já não é novidade, é só uma coisa boa. No futuro espero que a cooperação entre estes partidos continue, porque isso é sinal de que o povo português vai continuar a ter vitórias muito importantes para as suas vidas. É para isso que nós cá estamos e para isso que estes partidos foram criados, para que o povo, os trabalhadores portugueses, possam continuar a ver a sua vida melhorar", frisou.

Pedro Nuno Santos reconheceu também que as negociações com todos os partidos que apoiam o governo do PS são sempre difíceis, mas reafirmou a convicção de que vão acabar por chegar a um acordo para a viabilização do OE para 2019.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.