Marcelo avisa PSD para que não se deixe fragmentar

O Presidente da República está de férias no interior, mas comentou às televisões as últimas notícias do seu partido de sempre - o avanço de Pedro Duarte e a desfiliação de Santana

"A mim o que me preocupava e preocupa é que a oposição não se fragmente de tal maneira que deixe ser ser uma alternativa de poder".

Este foi um dos comentários, esta manhã, do Presidente da República, à situação interna no PSD. De férias nas zonas atingidas pelos incêndios do ano passado, Marcelo foi interpelado pela SIC numa praia fluvial de Vouzela.

Embora salientando que o Presidente "não pode nem se deve imiscuir na vida dos partidos", o Presidente da República acrescentou que é seu dever "garantir a coesão" nos partidos de poder para que o Governo funcione e "que quem está na oposição seja forte para dar uma alternativa".

Em relação ao avanço de Pedro Duarte - que foi diretor da sua campanha presidente - Marcelo garantiu não ter recebido nenhum aviso prévio da sua decisão.

O que lhe foi comunicado foi, isso sim, a decisão de Santana Lopes de deixar o PSD: "De facto foi-me comunicando o seu estado de espírito". Contudo, ainda não leu a carta com o que o ex-líder do PSD e ex-primeiro-ministro se desfiliou.

"Foi uma opção que ele fez, uma opção drástica, uma mudança de vida drástica, tendo sido uma figura importante do partido", disse Marcelo sobre Santana, acrescentando a sua opinião sobre o ato de desfiliação. "Tenho a filiação suspensa, mas para mim o partido é uma família e não se muda de família. Mas tenho grandes amigos que pensam o contrário e mudam de partido."

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.