Luís Montenegro avança esta sexta-feira e exige a Rio que marque diretas

PSD entra em crise profunda. Oposição interna quer Rui Rio removido da liderança do partido antes das eleições legislativas, marcadas para 6 de outubro.

O ex-líder parlamentar do PSD vai fazer uma declaração esta sexta-feira, no CCB, manifestando a sua disponibilidade para ser candidato no curto prazo a líder do PSD, segundo noticiou o Expresso.

Luís Montenegro deverá também desafiar Rui Rio a que marque ele próprio eleições diretas no partido.

Fonte próxima adiantou ao DN que Montenegro não se associa para já ao movimento das distritais do PSD que vão tentar no Conselho Nacional do partido, através de uma convocação potestativa, a destituição da Comissão Política Nacional do partido (e, logo, do seu presidente).

Montenegro já tinha dito há muito que, embora sendo crítico de Rio, não desafiaria a sua liderança antes das eleições legislativas, aguardando pelo resultado destas para decidir se avançaria ou não com uma candidatura à liderança.

O facto de Manuela Ferreira Leite ter dito, na TSF, que preferia que "o PSD tenha pior resultado nas eleições do que um rótulo de direita" foi o pretexto invocado para mudar de ideias. Depois de ter considerado as declarações da ex-líder como "gravíssimas e descabidas", acrescentou: "Esta afirmação de Manuela Ferreira Leite, que corresponde à linha política da atual direção, não é a minha e quero dizer com toda a frontalidade: estarei sempre na linha de um PSD grande e ganhador".

"Em breve falarei sobre o estado do PSD e sobre o futuro do PSD. Isto tem que mudar", disse ainda.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.