Helicóptero da guerra colonial cumpre uma das últimas missões nos fogos

Helicóptero Alouette III está a cumprir uma das últimas missões operacionais da frota da Guerra Colonial, que o ramo previa parar de vez neste verão.

Um helicóptero Alouette III da Força Aérea está a operar na zona de Monchique, em missão de apoio ao comando, controlo e coordenação de meios para o combate aos incêndios, disse nesta quinta-feira fonte oficial ao DN.

O porta-voz da Força Aérea, tenente-coronel Manuel Costa, informou que a aeronave e respetiva tripulação da esquadra 552 estão na zona de operações de Monchique desde a manhã de segunda-feira, no âmbito das várias ações de apoio que o ramo - a par da Marinha e do Exército - está a dar no combate aos fogos que têm lavrado no país.

Note-se que a Força Aérea irá assumir, nos próximos anos, a responsabilidade pelo comando, controlo e coordenação dos meios aéreos - próprios e alugados - usados no combate aos fogos em Portugal. Essa missão foi-lhe atribuída pelo governo na sequência das tragédias de 2017, estando ainda a cargo da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

No caso do Alouette III, um helicóptero do tempo da Guerra Colonial sedeado na Base Aérea de Beja, esta missão é uma das últimas que vai cumprir até ao fim da sua vida útil, inicialmente prevista para este verão mas estendida até março de 2019.

Pelo menos três Alouettes deverão conseguir operar até março de 2019, cerca de três meses depois de recebidos os primeiros dois helicópteros novos - os Koala - que vão substituir aquela frota.

Base Aérea de Beja

Além daquele helicóptero, a Base Aérea de Beja tem servido como base de apoio logístico e operacional dos aparelhos da ANPC empenhados no sul do país, referiu o tenente-coronel Manuel Costa.

O atual destacamento da ANPC - o quarto deste ano - em Beja está a realizar "uma média diária de 15 a 30 movimentos aéreos" entre o nascer e o pôr do Sol, embora alguns dias também no período noturno, adiantou o porta-voz da Força Aérea.

Também conhecida como BA11, aquela base aérea "tem prestado todo o apoio logístico ao pessoal da ANPC", desde operadores a mecânicos e pilotos, incluindo "o acesso a infraestruturas, alojamento, alimentação, parqueamento e reabastecimento de aeronaves, tanto nacionais como estrangeiras", precisou Manuel Costa.

Esse apoio tem-se estendido igualmente à "gestão de todo o tráfego aéreo", acrescentou o tenente-coronel, lembrando ainda a realização de um voo de vigilância e reconhecimento de um C-295 no fim de semana com dois elementos da ANPC a bordo.

Em Monchique, e a par das equipas de engenharia militar do Exército, também está a operar uma equipa de engenharia de aeródromos da Força Aérea.

A base de Beja, por sua vez, tem estado a receber apoio de outras unidades da Força Aérea, com destaque para o transporte de combustível.

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