Dirigentes do CDS pressionam governo nas bombas de gasolina

Assunção Cristas, Nuno Melo e Pedro Mota Soares vão estar no sábado espalhados por várias bombas a pressionar uma vez mais para a revogação da taxa sobre os combustíveis (ISP).

Dirigentes nacionais e distritais vão entregar folhetos aos condutores - CDS combustíveis +baratos - para insistir na ideia de que o partido já conseguiu fazer passar na generalidade, após cinco tentativas, e com o voto favorável do PSD, o projeto de eliminação do ISP.

A líder do CDS estará numa bomba em São Domingos de Rana, Cascais, o eurodeputado Nuno Melo em Vilamoura, Algarve, e os deputados Pedro Mota Soares e Cecília Meireles no Porto. Os dirigentes distritais vão andar pelos postos de combustíveis por todo o país.

O projeto do CDS gerou polémica nas hostes sociais-democratas, entre o grupo parlamentar e a direção nacional. Rui Rio desautorizou os deputados da sua bancada por entender que não deveriam ter dado o voto favorável a um projeto que poderá implicar perda de receita para o Estado. O CDS contesta esta ideia. "Sabemos que neste momento a receita prevista no Orçamento do Estado para os combustíveis é inferior às receitas que o Estado está a conseguir", garante ao DN, Pedro Mota Soares. O mais provável, no entanto, é que o projeto venha a sofrer alterações e que o ISP não seja total ou parcialmente eliminado, apesar do PCP e BE terem dado luz verde a esta reivindicação centrista.

"Hoje a fatura dos combustíveis está a pesar brutalmente no bolso dos portugueses. O nosso projeto é uma ajuda ao orçamento das famílias e das empresas", frisa antigo ministro da Segurança Social do governo Passos/Portas. Pedro Mota Soares lembra que o ISP foi criado em 2016 pelo governo socialista para que o Estado não perdesse receita fiscal de IVA num momento em que o petróleo descia de preço. Mas, reforça, "a prática tem correspondido a um verdadeiro saque fiscal" e que a "apregoada neutralidade fiscal não passou de um logro do governo". Em 2016 o preço do barril de petróleo estava a 55 dólares; agora está a 73 dólares e arrecadação de IVA é muito superior ao previsto, defende o deputado centrista.

O CDS dá exemplos do peso dos combustíveis no bolso dos cidadãos. Segundo as contas do partido, quem encher um depósito de combustível por semana gasta mais por ano 967 euros em gasóleo e mais de 655 euros em gasolina, do que em 2016. E há também a extrapolação por família: uma que abasteça o carro com 80 euros de gasolina, está a pagar 34 euros de combustível e 54 euros aos cofres do Estado.

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