Brasil. Entre Bolsonaro e Haddad, Assunção Cristas diz que escolheria não votar em ninguém

A líder do CDS afirma que não votaria nem em Bolsonaro nem em Haddad, os candidatos à segunda volta das eleições no Brasil."Nestas eleições eu não votaria no Brasil", garante.

Assunção Cristas garante que não votaria nas eleições brasileiras, porque não seria capaz de escolher entre um partido que "destruiu o sistema democrático brasileiro" e um candidato de "extremismos" em que não se revê.

Em entrevista ao Público e Rádio Renascença, a líder centrista manifestou-se incapaz de escolher entre Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita, e o do Partido Trabalhista (PT), Fernando Haddad. "Entre a corrupção e a ditadura o que é que preferia?" À pergunta das jornalistas que conduziram a entrevista, Assunção foi taxativa: "Nenhuma... é por isso que é tão desafiante. A corrupção leva à ditadura. Destrói, mina a democracia e leva à ditadura".

Garante que a sua grande preocupação em Portugal é "como o CDS encontra para Portugal o caminho que nos impede de ter derivas extremistas". , apesar de não declinar que o partido ocupa um espaço à direita, mas de direita democrática, avessa aos populismos.

Assunção Cristas aproveita ainda a entrevista para se demarcar das posições do líder do PSD, sobretudo porque já ouviu "o Dr. Rui Rio dizer várias vezes que não se sente um homem à esquerda. Isso não me ouvirá dizer a mim". Reitera que se bate por um governo de centro-direita e que o CDS "pode ser muito mais para o país".

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