Hospital militar. Finanças receberam pedido para obras urgentes em agosto

Hospital das Forças Armadas precisa de quase cinco milhões de euros para obras de manutenção e reparação.

O Ministério das Finanças disse esta quinta-feira ao DN que só recebeu em agosto o pedido de autorização para realizar obras no Hospital das Forças Armadas (HFAR).

As Finanças respondiam ao DN sobre o porquê de o HFAR continuar sem luz verde para obras consideradas urgentes pelos responsáveis militares, quando o Ministério mantém congelado o saldo de duas dezenas de milhões de euros não utilizados em 2015 pelo hospital.

O processo "deu entrada durante o mês de agosto e tem vindo a seguir a tramitação regular", explicou o gabinete do ministro Mário Centeno.

Fica por saber qual o grau de urgência colocado no pedido de autorização por parte da Defesa, sinalizando-o como prioritário (ou não) para as Finanças, que não precisaram esse pormenor.

Segundo os trâmites habituais, os pedidos de autorização de verbas são analisados pela Direção-Geral do Orçamento antes de chegarem ao nível político para decisão.

Outro ponto que pode explicar o facto de as chefias do HFAR não verem descongelado o referido saldo de 2015, na casa das duas dezenas de milhões de euros, respeita à caducidade dos pedidos não autorizados no final de cada ano civil.

Daí decorre, observou uma das fontes ouvidas pelo DN, que os requerentes têm de voltar a instruir os processos - ficando também por saber se a Defesa não o fez ou foram as Finanças que não responderam em cada um dos quase três anos da legislatura.

A preocupação das chefias militares com a falta de reparação e manutenção de várias áreas do HFAR, bem como os riscos que isso coloca ao funcionamento - legionela, água quente, aquecimento, entradas ilegais - e atendimento dos utentes, foi transmitida esta semana aos deputados da Comissão de Defesa que visitaram o local.

Controlo de acessos, de intrusão e de alerta em matéria de fogos, centrais frigoríficas, elevadores e gases medicinais foram exemplos identificados ao DN como tendo sido transmitidos aos deputados nesse capítulo da segurança e vigilância.

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