Gomes Cravinho "está a acompanhar a situação" das praxes na Escola Naval e admite "outro tipo de ações"

Ministério da Defesa considera que Marinha tem "autonomia e competência" para averiguar existência de praxes violentas na Escola Naval

O ministro da Defesa "está a acompanhar a situação" das alegadas praxes violentas denunciadas por familiares de alunos do primeiro ano da Escola Naval (EN), disse esta quinta-feira fonte oficial ao DN.

Fonte oficial do Ministério da Defesa adiantou que "a Marinha tem autonomia e competência própria para averiguar o sucedido e aplicar as medidas que tiver por adequadas".

A Marinha, conforme citou o DN na notícia desta quinta-feira sobre as denúncias de praxes violentas contra os cadetes do primeiro ano da EN, disse que a própria escola averiguou e concluiu não existir "qualquer indício de práticas contrárias aos valores, aos regulamentos, à disciplina, à moral e à ética que rege" a instituição.

Fica por perceber como é que alunos sujeitos a essas alegadas práticas - e sobre as quais é imposto um rígido código de silêncio - as iriam denunciar e identificar os autores perante responsáveis da própria da EN que, segundo as fontes citadas pelo DN, estão a par do que se passa e nada fazem para o impedir.

"O ministro da Defesa está a acompanhar a situação. Caso se justifique, outro tipo de ações serão tomadas oportunamente", concluiu o seu gabinete.

Note-se que um argumento invocado por defensores das praxes, sobre os alunos do primeiro ano nas escolas militares, prende-se com a necessidade de testar a resistência psicológica e resiliência de quem pretende seguir a vida militar - o que permite questionar que oficiais formou a EN nos anos em que não houve praxes.

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