Costa dramatiza: "há um grande combate" a travar para o PS vencer

O secretário-geral do PS fez hoje um discurso contra "a ilusão" que as sondagens podem provocar nos eleitores e contra uma eventual dispersão de votos na sua área política.

Neste almoço comício de Famalicão (distrito de Braga), António Costa, que na sexta-feira à noite teve de receber assistência no Hospital de Viana do Castelo por causa de dores musculares, falou da tribuna de oradores aos simpatizantes e militantes socialistas com uma cadeira atrás de si. E sentou-se nela logo que acabou a sua intervenção.

Tal como acontecera no comício de Viana do Castelo, na sexta-feira à noite, também agora, em Famalicão, o líder socialista não fez qualquer referência ao processo de Tancos, apesar de notícias de que o PS acredita que esteja a ser alvo uma "conspiração" montada por parte do Ministério Público, tendo em vista prejudicar o partido eleitoralmente em 06 de outubro.

António Costa optou antes por retomar a tese sobre a importância de haver estabilidade política nos próximos anos e por advertir para riscos de uma eventual dispersão de votos à esquerda, designadamente por parte de eleitores que temem uma maioria absoluta no parlamento.

"Há um grande esforço de mobilização a fazer, há um grande combate a fazer para podermos ganhar mesmo as eleições. É preciso avisar toda a gente que ninguém se pode iludir com sondagens."

"Quem quer um Governo do PS, quem quer estabilidade por mais quatro anos com um Governo do PS para fazer mais e melhor, então a 6 de outubro só tem um voto, um voto no PS", defendeu.

Neste contexto, o líder socialista deixou um apelo para que, ao longo da próxima semana, os militantes e simpatizantes socialistas se mobilizem.

"Há um grande esforço de mobilização a fazer, há um grande combate a fazer para podermos ganhar mesmo as eleições. É preciso avisar toda a gente que ninguém se pode iludir com sondagens, porque as eleições não se ganham nas sondagens. O PS pode estar à frente com mais ou menos perspetivas de voto nas sondagens, mas o que conta mesmo são os votinhos com a cruz posta à frente do símbolo da mãozinha", advertiu.

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