Conselho nacional do PSD já começou. Montenegro ficou perto

Rui Rio irá saber se os conselheiros aprovam a moção de confiança. Faltam saber de que forma se irá votar. Montenegro está no escritório a poucos metros de distância

Rui Rio chegou quando eram quase eram quase 17.00 ao Porto Palácio Hotel onde decorre o Conselho Nacional Extraordinário do PSD. Sorridente, não fez grandes comentários além de deixar nas mãos dos conselheiros nacionais a decisão sobre a moção de confiança que a sua comissão política. O militante que o desafiou não está presente mas em poucos minutos pode chegar ao hotel. Luís Montenegro está no seu escritório de advocacia a poucos metros do Porto Palácio na Avenida da Boavista. O pedido para a sua participação no conselho não teve resposta, segundo adiantou Hugo Soares, que acrescentou bastar um telefonema para Luís Montenegro comparecer no conselho nacional.

O homem que vai dirigir o conselho nacional escusou-se a fazer comentários antes do encontro. Paulo Mota Pinto chegou e subiu quase de imediato para a sala onde os conselheiros irão debater e votar a moção de confiança. A questão da votação ser efetuada por voto secreto ou de braço no ar será igualmente ponto de discussão. Paulo Rangel considerou à entrada que devia ser concretizada por braço no ar. "Se isto é o parlamento do partido e se trata de uma moção de confiança, como seria no caso de censura, está em causa um juízo político. Os conselheiros não estão a votar em nome próprio e os militantes que estão em casa têm direito a saber como votam os seus representantes", disse o eurodeputado, que reafirmou a sua discordância em interromper o mandato do líder agora e nestas circunstâncias.

Mota Amaral reafirmou que "não passa pela cabeça que haja quem tenha medo" de votar publicamente. O histórico militante açoriano é um dos apoiantes de Rio nesta reunião e disse que iria defender que a votação não fosse secreta. Pedro Pinto, líder da distrital de Lisboa, pensa de forma diferente e disse que iria apresentar requerimento para que a votação fosse efetuada de forma secreta.

Hugo Soares, um dos militantes mais críticos da atual direção, apontou que o interesse maior deste conselho nacional é "saber se o PSD é alternativa ao governo do PS, BE e PCP" com a atual linha política ou se "necessária uma esperança nova, um projeto mobilizador". E neste caso os conselheiros deverão votar pelo chumbo da moção, conclui o antigo líder parlamentar do partido durante a presidência de Pedro Passos Coelho. A reunião já teve início e agora resta esperar pelas decisões dos conselheiros nacionais.

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