CDS está "um passo à frente" com aprovação de lista às legislativas

A líder do CDS considerou este sábado que, ao aprovar os cabeças de lista às legislativas, os centristas estão "mais uma vez um passo à frente", defendendo que o partido "é a única escolha possível para quem é de direita".

Assunção Cristas falava aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa, depois de já de madrugada o Conselho Nacional ter aprovado, "por uma larguíssima maioria de 82,6%", os cabeças de lista às eleições legislativas, os primeiros nomes para Lisboa e Porto e a lista das eleições europeias.

"Como tem sido marca do CDS, com esta aprovação estamos mais uma vez um passo à frente. Um passo à frente na preparação das eleições legislativas e cumprindo o plano que foi traçado", destacou Assunção Cristas.

Na perspetiva da presidente do CDS-PP, "a lista aprovada conjuga renovação com experiência, novidade e continuidade e valoriza o mérito dos deputados", abrindo-se "à juventude e a independentes".

"Estamos aqui para ser a verdadeira alternativa, sabemos exatamente o que queremos e o que queremos é uma solução de centro-direita para Portugal, que nos liberte das amarras do socialismo e eu creio mesmo que neste momento o CDS é a única escolha possível para quem é de direita em Portugal", sublinhou.

Cristas promete um "programa eleitoral alternativo ao socialismo e às esquerdas unidas", que acusa de manter "o pais amarrado".

"É um programa que irá certamente bater-se pela baixa de impostos para todas as pessoas sem exceção. É um programa, eu acredito, por tão participado e construído com tantos, que será certamente o melhor programa", destacou.

"Estamos aqui para ser a verdadeira alternativa, sabemos exatamente o que queremos e o que queremos é uma solução de centro-direita para Portugal, que nos liberte das amarras do socialismo e eu creio mesmo que neste momento o CDS é a única escolha possível para quem é de direita em Portugal"

Com "o melhor programa e com as melhores pessoas", para a líder do CDS-PP o partido está preparado para continuar o "trabalho intenso no terreno".

"O nosso objetivo está traçado desde o congresso do CDS de há um ano. Aquilo que dissemos então é que o CDS quer ser alternativa aos socialistas e às esquerdas, que depois de 2015 essa alternativa faz-se de forma claríssima com 116 deputados no espaço político de centro-direita", insistiu.

O CDS, prosseguiu, está a trabalhar para ser "a primeira escolha, para que as pessoas vejam no CDS a verdadeira alternativa ao socialismo".

"Temos um grupo parlamentar de 18, ambicionamos crescer muito mais. Ontem aprovámos apenas os cabeças de lista e os primeiros nomes de Lisboa e do Porto", apontou.

Cristas mostrou-se convicta de que, depois das legislativas de outubro, o CDS-PP continuará a ter "o melhor grupo parlamentar na Assembleia".

Sobre a proposta apresentada pela comissão executiva e aprovada no Conselho Nacional, a líder centrista destacou que "em 20 cabeças de lista, 14 são novos, o que corresponde a uma renovação de 70%".

"Temos um grupo parlamentar de 18, ambicionamos crescer muito mais. Ontem aprovámos apenas os cabeças de lista e os primeiros nomes de Lisboa e do Porto"

"Pela primeira vez, os círculos eleitorais de maior dimensão - Lisboa e Porto - são encabeçados por duas mulheres", evidenciou.

A líder do CDS-PP vai liderar a lista de candidatos a deputados de Lisboa nas legislativas de outubro e a sua vice-presidente Cecília Meireles será "número um" no Porto.

Questionada sobre o porquê de ter optado por deixar Leiria, círculo eleitoral pelo qual concorreu noutras eleições, Assunção Cristas explicou que "é a primeira vez" que é "candidata enquanto líder do CDS".

"Fazia sentido, nesta reflexão e na escolha dos melhores candidatos por todos os círculos, vir por Lisboa, garantindo que Lisboa era encabeçada por uma mulher", justificou.

A presidente do CDS-PP destacou ainda que a escolha do partido para as listas "revela uma forte aposta na juventude" e "forte presença de independentes como cabeça de lista".

O líder da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos, é indicado para número dois na lista do Porto.

No total, há nove deputados como cabeças-de-lista: Assunção Cristas em Lisboa, Cecília Meireles no Porto, Nuno Magalhães, líder parlamentar, em Setúbal, João Almeida em Aveiro, Telmo Correia em Braga, João Rebelo em Faro, Patrícia Fonseca em Santarém, Filipe Anacoreta Correia em Viana do Castelo e Helder Amaral em Viseu.

De saída está Teresa Caeiro, até agora eleita pelo círculo de Faro.

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