Castro Almeida diz que "divisão" no PSD pode levar a "um suicídio coletivo"

O vice-presidente do PSD afirma que tem de haver um esforço de aproximação entre a direção de Rui Rio e os críticos para que o partido se afirme como alternativa.

O vice-presidente social-democrata Castro Almeida afirma, em entrevista ao Público, que o PSD não tem conseguido afirmar as propostas de oposição ao governo porque "há um problema que ainda não resolvemos, que é de ruído interno, que dificulta que as nossas propostas passem".

E dá como exemplo as mais de 100 propostas alternativas que o partido apresentou durante a discussão do Orçamento do Estado para 2019, mas que acabaram por não ter reflexo público. É verdade, diz, "que hoje há um clima de de divisão, de confrontação, de hostilidade dentro do partido que é excessivo, que não é normal".

Castro Almeida defende que tem de haver um esforço de aproximação entre a direção do PSD e os adversários políticos que, frisa, "têm todo o direito de não se rever" na liderança de Rui Rio, mas "têm o dever de contribuir para que o partido não caia num suicídio coletivo".

De Santana Lopes, diz que não saiu por "divergências estruturais", mas apenas por um problema de disputa de poder. "Não teve poder dentro do PSD, foi procurar uma alternativa que permitisse estar no poder".

"Há um clima de de divisão, de confrontação, de hostilidade dentro do partido que é excessivo, que não é normal".

O vice-presidente social-democrata manifesta ainda a confiança de que o secretário-geral do PSD, José Silvano, não cometeu nenhuma irregularidade com o caso da marcação de presenças no Parlamento, mas diz que "qualquer deputado que falsifique uma presença merece censura. Não há desculpa para uma coisa dessas".

O primeiro-ministro é o grande alvo de Castro Almeida, de quem diz que se anda a apropriar de méritos que não tem no controlo do défice e do crescimento económico. "O Dr. António Costa levanta-se todos os dias de manhã tendo como grande preocupação continuar a ser primeiro-ministro logo à noite, ou seja manter-se no poder. Não pensa em transformar o país, tornar o país mais rico, pôr mais dinheiro no bolso das pessoas".

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