Bloco de Esquerda quer suspender Dia da Defesa Nacional

De acordo com o Bloco de Esquerda, é "incompreensível o gasto de 3 milhões de euros" na iniciativa que substituiu o Serviço Militar Obrigatório

"Consideramos ser incompreensível o gasto de 3 milhões de euros nesta atividade quando há outras prioridades que não são contempladas no presente Orçamento Estado". O argumento é apresentado pelo Bloco de Esquerda para defender a suspensão do Dia da Defesa Nacional, uma iniciativa que substituiu o Serviço Militar Obrigatório.

De acordo com o jornal I, na proposta do partido liderado por Catarina Martins para o Orçamento de Estado de 2019 é sugerido que a "suspensão deve ser acompanhada do estudo de um novo modelo que repense o caráter de obrigatoriedade desta iniciativa e que reduza os custos". Esta é uma alteração que o Bloco de Esquerda pretende ver incluída na proposta final do Orçamento de Estado para 2019. A entrega de propostas de alteração ao documento por parte dos partidos termina a 16 de novembro.

O Dia da Defesa Nacional foi instituído em 2004 pelo então ministro da Defesa, Paulo Portas. A comparência neste dia é um ​dever militar para todos os cidadãos portugueses com mais de 18 anos de idade que visa sensibilizar os jovens para a temática da defesa nacional e divulgar o papel das Forças Armadas.

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