Ambientalistas invadem EDP à procura dos "Donos da Energia em Portugal"

O grupo exige medidas que permitam cortar 50% das emissões de gases com efeito de estufa até 2030. Inicialmente tinham ameaçado invadir o Ministério da Energia, mas acabaram por invadir a EDP "em busca do verdadeiro Ministro da Energia".

O grupo Climáximo ameaçou invadir o Ministério da Energia esta quinta-feira às 12h30 para exigir ao ministro medidas que permitam travar o colapso climático. Mas no lugar do Ministério invadiram a sede da EDP prom etendo "enfrentar os verdadeiros Donos da Energia em Portugal".

O grupo faz parte do movimento internacional Extinction Rebellion, que durante esta semana protestou por ações governamentais com ocupações, bloqueios e protestos por todo o mundo. "Não contarão mais com inação da nossa parte. Estamos aqui para vencer, pela civilização e pela Humanidade," garante o grupo ambientalista Climáximo no comunicado hoje divulgado depois da invasão, por 22 elementos, à sede da EDP em "em busca do verdadeiro Ministro da Energia, António Mexia, para exigir que encerrem as centrais a carvão de Sines e de Aboño e que treinem os trabalhadores para a transição para uma economia só com energias renováveis"

"A EDP fechou-se como um castelo medieval," segundo João Camargo, que esteve na invasão, salientando a dificuldade de acesso e admitindo que os manifestantes não conseguiram chegar à administração.

"O centro do poder não é o ministério, é a EDP. Quisemos assinalar que é a EDP a empresa responsável pela maioria da emissão de gases com efeito estufa, não só em Portugal, como em Espanha. São os verdadeiros donos da energia em Portugal," diz ao DN João Camargo, ativista do Climáximo e investigador de alterações climáticas.

Na terça-feira passada o grupo ambientalista Climáximo tinha invadido, nos mesmos moldes, os estúdios do grupo Cofina como crítica "ao silêncio de grande parte da imprensa face ao maior desafio que enfrentamos enquanto civilização".

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