À esquerda e à direita, as reações à mensagem de Natal de António Costa

CDS assume-se como "única alternativa ao PS para 2019", Bloco de Esquerda diz que existe "défice social" e pede investimentos para combater a pobreza e melhorar Serviço Nacional de Saúde

À esquerda e à direita, não tardaram as reações à mensagem de Natal de António Costa, que esta terça-feira assegurou empenho para aproveitar melhor o território e inverter a tendência demográfica.

"Neste momento os portugueses estão a pagar os impostos mais altos de sempre para serviços mínimos. CDS é a única alternativa ao PS para 2019", vincou Pedro Mota Soares, dirigente do CDS-PP.

Já Marisa Matias, eurodeputada e cabeça de lista do Bloco de Esquerda às eleições europeias, pediu mais investimento no combate ao défice social. "Esta obsessão de ir além das metas estabelecidas por Bruxelas é que é mais preocupante, porque há défice social. O que estamos a fazer é não combater a pobreza por todos os meios e não investir no Serviço Nacional de Saúde. O défice social é o principal défice ao qual devemos responder. Não podemos, de maneira nenhuma, volta a situações que se provaram erradas. Temos que investir", frisou.

"Ao contrário do que o primeiro-ministro afirma, assistimos a uma política que dificulta a vida das pessoas, nomeadamente no Serviço Nacional de Saúde e na escola pública. O crescimento económico está muito aquém das necessidades do país e só é possível com uma política económica e de esquerda", afirmou Jorge Pires, do Partido Comunista Português.

Do lado do PS, a mensagem foi considerada "serena, realista e inconformada", defendendo que "ainda é preciso caminhar" apesar do "muito já foi feito" para melhorar a qualidade de vida dos portugueses.

"A mensagem do primeiro-ministro foi uma mensagem serena, realista e inconformada", sintetizou, em declarações à Lusa, o deputado do PS Hugo Pires.

Segundo o socialista, é uma mensagem na qual "o PS se revê na integra, com muita humildade", uma vez "que não está tudo feito, ainda é preciso caminhar muito, mas que muito já foi feito".

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