Príncipe Harry não se arrepende de ter caminhado atrás do caixão da mãe

No documentário "Diana, 7 dias", William e Harry falam abertamente sobre o acidente que vitimou a princesa Diana e os acontecimentos que o sucederam

O príncipe Harry criticou os paparazzi que tiraram fotos da sua mãe, a Princesa Diana, em vez de ajudarem, após o acidente de carro em Paris que vitimou a "princesa do povo".

"Diana, 7 dias", é o mais recente documentário - emitido pela BBC - para assinalar o 20º aniversário da morte da princesa de Gales. O documentário revela uma série de entrevistas, nas quais os príncipes Harry e William falam abertamente sobre o acidente que matou a princesa e os acontecimentos que se sucederam.

Pela primeira vez, o príncipe Harry descreve o que sentiu ao olhar para o cenário do acidente, que teve lugar no túnel sob a Pont de I'Alma, em Paris, quando o carro onde seguia Diana era perseguido por paparazzi.

"Uma das coisas mais difíceis de aceitar é o facto de que as pessoas que a perseguiam no túnel foram as mesmas que tiraram fotografias dela, enquanto estava a morrer no banco de trás do carro", disse Harry.

"Ela tinha uma grave lesão na cabeça, mas ainda estava viva no banco de trás, e aquelas pessoas que causaram o acidente, em vez de ajudarem, ficaram a tirar fotos dela a morrer. Essas fotografias foram depois parar a todos os meios de comunicação neste país", adiantou.

No documentário, Harry afirmou ainda que se sente bem por ter caminhado atrás do caixão de Diana nas cerimónias fúnebres: "Não tenho uma opinião de se foi certo ou errado, mas, olhando para trás, estou feliz por tê-lo feito". Recorde-se que, anteriormente, o príncipe havia afirmado que caminhar atrás de um caixão, com 12 anos, era algo que não devia ser pedido a nenhuma criança.

Na série de entrevistas, os dois príncipes britânicos também refletem sobre o apoio que receberam do pai e da avó, o príncipe Carlos e a rainha Isabel II, enquanto estavam na Escócia, após a morte da mãe.

"Ele esteve lá para nós. Uma das coisas mais difíceis para os pais fazerem é contar aos filhos que o outro pai morreu," afirmou Harry, elogiando Carlos. "Ele era o único e tentou fazer o melhor para garantir que estávamos a ser protegidos e cuidados, mesmo estando a passar pelo mesmo processo de luto que nós", adiantou.

O príncipe também defendeu a decisão muito criticada da rainha Isabel II, de manter a família num remoto castelo na Escócia após a morte de Diana. "Na altura, a avó só queria proteger os dois netos e o filho", declarou Harry.

"A nossa avó retirou deliberadamente todos os jornais e coisas do género, de forma a não existir nada no castelo, então nós não sabíamos o que estava a acontecer. Tivemos a privacidade para chorar, fazer o luto, e ter espaço longe de todos", adiantou.

O documentário "Diana, 7 dias", do realizador Henry Singer, estreia-se no próximo domingo, dia 27 de agosto, na BBC.

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