China não esconde "bad romance" e manda calar Lady Gaga

Proibição total. Lady Gaga vai desaparecer da China

O partido comunista da China, que governa o país desde 1949, não gostou de ver Lady Gaga encontrar-se com Dalai Lama e decidiu tomar uma posição: as músicas da cantora não serão mais ouvidas nas rádios do país, bem como o seu nome não será mais falado nas televisões locais nem escrito em órgãos de comunicação impressos.

O encontro entre a norte-americana e o líder espiritual tibetano, que aconteceu no passado domingo em Indianápolis, nos Estados Unidos, foi entendido como um sinal de apoio da cantora à independência do Tibete, pela qual Dalai Lama - que está exilado na Índia desde março de 1959 - lutou até se afastar oficialmente da política, em 2011.

Quando questionado por um jornalista estrangeiro se a conversa entre Dalai Lama e Lady Gaga poderia resultar num "bad romance" entre a artista pop e o país, relata o 'The Guardian', o porta-voz do ministério dos negócios estrangeiros, Hong Lei, acabou por ser bem explícito: "Quem?", retorquiu.

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João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.