Atriz da série NCIS revela que foi violada no liceu por um jogador de futebol

A onda de denúncias começou por causa do escândalo de Harvey Weinstein

A atriz Pauley Perrette, conhecida pela sua participação na série NCIS, revelou na sexta-feira que foi violada no liceu, por um colega jogador de futebol. A atriz de 48 anos juntou assim o seu relato às centenas de denúncias que têm invadido o Twitter, com muitas mulheres, conhecidas e desconhecidas, a partilharem situações em que foram vítimas de agressões sexuais.

A onda de denúncias começou por causa do escândalo de Harvey Weinstein, o poderoso produtor de Hollywood que é agora acusado de ter tido durante anos comportamentos inapropriado e até de ter violado atrizes e outras colaboradoras. Num caso com muitas alegadas vítimas, o produtor é acusado de ter comprado o silêncio, ou conseguido simplesmente silenciar as mulheres à custa de intimidação.

E por isso muitas recusam agora calar os abusos sofridos. É o caso de Perrette que escreveu no Twitter que nunca encontrou "AQUELE Harvey Weinstein", mas que o conhece "em diferentes formas, tamanhos e nomes". A atriz conta em seguida que foi violada quanto tinha 15 anos, por um jogador de futebol, um dos que "detêm o poder no liceu", e que não teve coragem de fazer nada. "Estava tão assustada. Tão confusa. Tão destroçada."

Perrette chama a atenção para o facto de estas agressões sexuais serem comuns em muitos meios, do trabalho a casa, e não apenas na indústria do entretenimento. E fala sobre as consequências: "A minha violação levou-me a uma série de relações abusivas, terríveis sentimentos de falta de valor e de culpa, a não ligar a alguns incidentes em que fui apalpada, a deixar que me um homem poderoso fizesse bullying sobre mim no trabalho durante demasiado tempo."

A atriz diz que chegou a um ponto em que mudou e se sentiu finalmente capaz de de dizer 'basta'. Ser uma "boa rapariga" não a impede agora de "pôr no lugar" quem tenta assediá-la ou agredi-la.

Perrette tem ainda uma palavra de conforto para todas as vítimas, incluindo aquelas que "ainda não encontraram a sua voz". "Oiçam as que encontraram. Nós também estávamos incrivelmente assustadas. Estes predadores têm de ser travados", conclui.

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