Premium "Uma candidata improvável" com "o projeto mais consistente"

Dos cerca de 60 candidatos à direção do Museu Aljube - Resistência e Liberdade, o júri, que incluía o diretor cessante, escolheu a ex-deputada. Apesar de não se enquadrar nos critérios anunciados, foi considerada "a mais consistente." Toma posse em agosto para uma comissão de serviço de dois anos.

Quando a partir de abril o Museu do Aljube -Resistência e Liberdade, instalado na antiga prisão da PIDE, junto à Sé de Lisboa, procurou alguém para o lugar de direção, especificou o perfil desejado. As três primeiras condições excluem, à partida, Rita Rato: "formação superior adequada à função (preferencialmente na área de história política e cultural contemporânea)", "experiência em funções similares (preferencialmente na área dos museus)" e "em programação e produção de exposições". Ainda assim, a ex-deputada comunista, de 37 anos, formada em Ciência Política e Relações Internacionais, candidatou-se. E acabou por ser a escolhida por um júri que integrava o ex-diretor, Luís Farinha. "Foi uma candidatura muito improvável, mas a que apresentou o projeto mais consistente", explica ao DN um dos membros do júri.

A escolhida apresentou, de acordo com a diretora da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), Joana Gomes Cardoso, que integrava o júri, "ligações com temas contemporâneos: questões LGBT, de género, pós-coloniais. Achamos que é importante desenvolver novos públicos e ter na direção uma pessoa mais nova, com essa preocupação."

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