Trabalhadores da Cervejaria Galiza já regularizaram subsídio de Natal de 2018

Em conflito com a gerência depois de atrasos no pagamento do subsídio de Natal de 2018, bem como uma parte do salário de outubro, os 31 trabalhadores da cervejaria estão há cerca de duas semanas a gerir o espaço.

Os trabalhadores da Cervejaria Galiza, no Porto, já conseguiram regularizar a sua situação no que respeita ao pagamento de salário e subsídio de Natal em atraso, disse esta à Lusa fonte sindical.

"Com a receita desta semana, já liquidaram o subsídio de Natal que estava em falta, regularizando assim a sua situação", disse à Lusa Nuno Coelho, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares.

Os trabalhadores deveriam ter-se reunido esta segunda-feira com representantes do Ministério do Trabalho - Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), com a gerência da cervejaria Galiza e o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares, mas a pedido dos proprietários da empresa o encontro foi adiado para uma data que, até ao final da manhã de hoje, ainda não estava definida.

Segundo Nuno Coelho, o argumento dos proprietários da cervejaria foi o de que "ainda não tinham resposta para dar aos trabalhadores e que iriam reunir com investidores interessados".

Em conflito com a gerência depois de atrasos no pagamento do subsídio de Natal de 2018, bem como uma parte do salário de outubro, os 31 trabalhadores da cervejaria estão há cerca de duas semanas a gerir o espaço, mantendo-o a funcionar, depois de uma tentativa frustrada da empresa de fechar o estabelecimento.

Na passada quinta-feira, os trabalhadores liquidaram também a fatura de eletricidade, no valor de 3.750 euros, evitando assim o corte de energia no estabelecimento.

A Cervejaria Galiza está, desde há quatro anos, em dificuldades, com dívidas aos funcionários, ao fisco e à Segurança Social que ascendem aos dois milhões de euros.

A tentativa de resolver o problema passou pelo recurso a um Processo Especial de Revitalização (PER), aceite pelo Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia, e pela chegada de um gestor.

Os 31 trabalhadores mantêm-se, desde o dia 11 de novembro, de dia e de noite de forma alternada nas instalações, depois de se terem apercebido, nesse dia, da tentativa da retirada do equipamento pela proprietária da cervejaria.

Fundada a 29 de julho de 1972, a cervejaria detida pela empresa Atividades Hoteleiras da Galiza Portuense é uma das referências do Porto no setor da restauração.

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