Oeiras: Mulher morta a tiro deixa dois filhos menores. Atirador estava obcecado por ela

Uma mulher foi morta a tiro e o atirador, que se tentou suicidar, encontra-se no hospital, livre de perigo. Os disparos ocorreram ao início da tarde junto às instalações do banco Millenium BCP, em Oeiras. A vítima seria perseguida pelo homem.

Vítima e atirador eram funcionários do banco. A mulher, alvejada com dois tiros na cabeça, estaria perto dos 30 anos e o homem dos 40. De acordo com fontes locais, a mulher foi alvejada pelo colega de trabalho dentro do próprio carro, no parque de estacionamento do banco. Deixa dois filhos menores, uma menina de 4 anos e um rapaz de 9, soube o DN junto de fonte policial que está a acompanhar o caso.

O suspeito dos disparos terá depois tentado suicidar-se com a mesma arma, tendo sido levado para o Hospital de Santa Maria. Encontra-se sob custódia da polícia e livre de perigo, depois de ter sido sujeito a uma cirurgia. Ainda não está confirmada a possível causa deste homicídio, mas os primeiros testemunhos apontam para um crime passional.

O atirador ter-se-ia divorciado recentemente e o DN apurou que a vítima estaria a ser perseguida pelo homem, que teria uma obsessão passional por ela, mas que não era correspondida. A forma como a polícia encontrou ambos indicia isso mesmo: depois de a ter atingido mortalmente no carro dela, o homem deitou a cabeça sobre o seu colo e disparou sob o próprio queixo.

O homem estava de férias do banco e a vítima tinha regressado de umas curtas férias de Páscoa com a família. Fontes que estão a acompanhar a investigação - ainda num estado muito inicial - revelaram ao DN que o homem aguardou dentro do seu carro que a vítima entrasse no seu próprio automóvel. Depois terá aberto a porta e disparado.

Iniciais suspeitas de problemas laborais estão, para já, afastadas. Ambos trabalhavam no mesmo departamento. Há informações contraditórias sobre a existência de conflitos evidentes.

O marido da vítima - que está a receber apoio psicológico - já teria alertado a segurança do banco para o comportamento violento do homem em relação à sua mulher, segundo uma fonte próxima da família. Esta versão não é, no entanto confirmada por elementos da equipa de trabalho, que se mostraram muito surpreendidos com o desfecho do caso.

Tudo só poderá ficar esclarecido pela investigação da PJ.

Fonte oficial da PSP confirmou ao DN que se tratou de um homicídio seguido de tentativa de suicídio. Esta força de segurança assumiu o comando tático da operação, criando perímetros de segurança no local.

Fonte oficial da Judiciária confirmou também ao DN que "foi destacada para o local uma equipa constituída por inspetores de investigação criminal de homicídios e por elementos de apoio técnico-científico do Laboratório de Polícia Científica"

O alerta foi dado pelas 13h30 e foram para o local o INEM e os Bombeiros.

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