Prisões de todo o país sem visitas ao fim de semana. E novos reclusos ficam em quarentena

Todos os estabelecimentos prisionais deixam de ter visitas ao fim de semana, com a exceção de prisões do norte em que a visita está suspensa. Os novos reclusos serão reencaminhados para determinadas unidades e fazem "uma quarentena profilática"

Estão suspensas as visitas nos estabelecimentos prisionais de Paços de Ferreira, Santa Cruz do Bispo (masculino e feminino), Vale de Sousa, os instalados junto à PJ do Porto, Aveiro, Braga, Guimarães e Viana do Castelo, bem como os centros educativos de Santo António no Porto e de Vila do Conde. E, nas restantes prisões, a visita só se realiza durante a semana e limitada a um máximo de duas pessoas por recluso.

E, por indicação da Direção-Geral de Saúde (DGS), não é permitido aos visitantes levar bens alimentares ou outros,

Aquelas medidas fazem parte de um plano de contingência da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), dada a "atual situação relacionada com o Covid-19", justifica o ministério da Justiça. Salienta que estão em articulação com as instituições responsáveis pelo tratamento destes doentes, situação que consideram preocupante.

Os novos reclusos irão para determinadas prisões nas diferentes regiões do país, definidas no plano de contingência. "Estes reclusos farão a «quarentena» profilática de 14 dias, durante os quais são diariamente monitorizados. Foram criadas duas enfermarias de retaguarda, uma no Estabelecimento Prisional do Porto e outra no Hospital Prisional de São João de Deus, em Caxias, para o internamento de reclusos que venham a estar infetados com o Covid-19.

Com tais restrições, a DGRSP permite a realização de três chamadas telefónicas diárias para o exterior com a duração de cinco minutos cada.

A DGRSP criou um grupo de crise para o Covid-19 e que está em contacto permanente com a DGS.

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