Portuguesa desaparecida em Barcelona foi raptada e passou três dias em cativeiro

Já existiam suspeitas de que a portuguesa tinha sido alvo de violência machista. Rapto terá sido protagonizado pelo ex-namorado, que já tinha sido alvo de uma queixa por violência doméstica.

Margarida Simões, a jovem de 24 anos que foi dada como desaparecida em Espanha, foi encontrada esta quarta-feira à tarde, no Seixal, depois de ter estado três dias em cativeiro na casa do ex-namorado, avança a TVI 24. A jovem tinha marcado um encontro com o homem no fim de semana passado, em Barcelona, na sequência do qual foi raptada e trazida para Portugal.

Durante o rapto, Margarida sofreu agressões físicas e foi ameaçada de morte, segundo a mesma fonte. A jovem foi mantida despida numa garagem, onde o ex-namorado lhe terá dito que iria morrer "de fome e à sede".

Ao fim de três dias em cativeiro no Seixal, Margarida conseguiu fugir e pedir auxílio.

De acordo com a TVI, esta não foi a primeira vez que a jovem foi vítima de violência doméstica. No final de julho, dirigiu-se a uma esquadra da PSP, onde apresentou queixa contra o ex-namorado, tendo fugido posteriormente para Barcelona.

A polícia da Catalunha informou ao fim da tarde desta quarta-feira ter localizado a jovem portuguesa de 24 anos que tinha sido dada como desaparecida desde o dia 19 de agosto.

"Foi localizada a Margarida em Portugal, numa casa de família. Obrigado pela colaboração", pode ler-se num comunicado dos Mossos d'Esquadra no Twitter.

Os Mossos d'Esquadra tinham divulgado esta manhã que a jovem fora vista pela última vez no dia 19 de agosto ao final do dia na zona do castelo de Sant Pere de Ribes..

A polícia catalã partilhou o desaparecimento da jovem nas redes sociais e pediu ajuda à população. Rapidamente a mensagem partilhada no Twitter dos Mossos d'Esquadra encontrou eco nas redes sociais, com inúmeros apelos a que quem tiver informações as faça chegar às autoridades espanholas.

Entretanto, a presidente da câmara da localidade, Abigail Garrido Tinta, já tinha afirmado à Catalunya Ràdio que se poderia tratar de uma caso de violência machista.

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