Portugal a bater recorde de casos há 3 dias consecutivos. Não havia tantas mortes desde abril

O boletim epidemiológico da DGS de hoje revela mais 2 608 infeções pelo novo coronavírus e 21 mortos. Estão hospitalizadas 1 015 ​​​​​​pessoas (mais 22 do que ontem), 144 destas nos cuidados intensivos (mais cinco).

Em Portugal, nas últimas 24 horas, morreram mais 21 pessoas vítimas da pandemia de covid-19; desde o dia três de abril que não havia tantos óbitos diários. Na altura, foram 37. Também os casos voltaram a aumentar: foram confirmados mais 2 608 infeções. Há três dias consecutivos que o país bate recordes diários de casos.

Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta sexta-feira (16 de outubro), no total, desde que a pandemia começou, registaram-se 95 902 infetados, 56 066 recuperados (mais 985)​ e 2 149 vítimas mortais em Portugal.

Neste momento, há 37 687 doentes portugueses ativos a ser acompanhados pelas autoridades de saúde, mais 1 602 do​​​​​​ que ontem. 97% encontram-se a receber tratamento em casa.

A maioria dos infetados das últimas 24 horas localiza-se na região do norte (mais 1 350 - 51,8% do total) e em Lisboa e Vale do Tejo (725 - 27,8%). Seguem-se o centro (mais 323), o Alentejo (150), o Algarve (44), a Madeira (12) e os Açores (quatro).

Portugal ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos dois mil casos diários de infeção pelo novo coronavírus nesta quarta-feira, quando foram notificadas 2072 infeções. Número este superado na quinta-feira (2 101 casos) e ultrapassado novamente esta sexta. Em conferência de imprensa, o secretário de estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, falou numa "tendência crescente para aumento dos casos, não só em Portugal, mas também nos outros países".

O boletim da DGS de hoje indica ainda que as autoridades de saúde estão a vigiar 51 784 contactos de pessoas infetadas (mais 183 do que ontem).

Maioria das mortes entre o norte e a Grande Lisboa

Os 21 óbitos registados nas últimas 24 horas distribuem-se pelas do norte (dez), Lisboa e Vale do Tejo (nove) e pelo centro (dois). Destes, 20 aconteceram em ambiente hospitalar e um num lar, informou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, em conferência de imprensa.

As vítimas mortais são 15 homens e seis mulheres. Entre estas, havia 13 pessoas com mais de 80 anos, quatro entre os 70 e os 79, três entre os 60 e os 69 e uma entre os 40 e os 49.

A taxa de letalidade global do país é hoje de 2,24%, subindo aos 12,2% no caso das pessoas com mais de 70 anos - as principais vítimas mortais.

Pressão sobre os hospitais aumenta, mas ainda não atingimos níveis de abril

As mensagens de apaziguamento do Governo e das autoridades de saúde repetem-se: há capacidade hospitalar e o Serviço Nacional de Saúde (SNS) funciona em rede. Ou seja, quando um hospital deixa de ter camas de internamento, o doente é transferido para outro na mesma área.

As declarações proferidas na sequência de notícias sobre a falta de capacidade de resposta em alguns hospitais da capital e de cancelamento de cirurgias programadas no norte por causa de casos de covid vão ao encontro do que dizem os números. Os internamentos por covid têm aumentado a um ritmo diário de cerca de mais 30 camas ocupadas, mas os valores continuam mais baixos do que em abril, no pico da pandemia.

Em média, na última semana, estiverem hospitalizadas, por dia, 890 pessoas em Portugal. Em abril, na semana de 15 a 21 (a pior desde o início da pandemia), a média era de 1237 internamentos diários. Sendo que, até agora, o máximo de pessoas hospitalizadas por causa da covid-19 foi de 1302, no dia 16 de abril.

Esta sexta-feira, estão internados 1015 doentes, ou seja, mais 22 do que no dia anterior. Já nos cuidados intensivos há agora 144 pessoas - mais cinco que na véspera.

A pressão recai essencialmente sobre os serviços de saúde das regiões do norte e de Lisboa e Vale do Tejo, onde existem mais casos de infeção. No que diz respeito à última, esta quinta-feira, a Administração Regional de Saúde (ARS) indicou que das 517 camas hospitalares de enfermaria dedicadas a doentes com covid-19, encontravam-se ocupadas 420. Já nas Unidades de Cuidados Intensivos estavam 64 doentes, o que corresponde a 66% do total de camas disponíveis (97).

Em comunicado enviado às redações, a ARS de Lisboa e Vale do Tejo adiantou ainda que o plano de contingência em vigor para a gestão de camas hospitalares "prevê três níveis de resposta" e pode "aumentar sucessivamente". Nos últimos dias, foi também criado um grupo de gestão centralizada que vai "assegurar a adequada articulação" da gestão das camas.

39,2 milhões de casos em todo o mundo

O novo coronavírus já infetou mais de 39,2 milhões de pessoas no mundo inteiro até esta sexta-feira e provocou 1 103 708 mortes, segundo dados oficiais, atualizados às 9:32. Há agora 29,4 milhões de recuperados.

No total, os Estados Unidos da América são o país com a maior concentração de casos (8 219 088) e de mortes (222 754). Em relação ao número de infetados acumulados no mundo, seguem-se a Índia (7 372 394), o Brasil (5 170 996) e a Rússia (1 369 313). Portugal surge em 46.º lugar nesta tabela.

Quanto aos óbitos, depois dos Estados Unidos, o Brasil é a nação com mais mortes declaradas (152 513), seguidos da Índia (112 214) e do México (85 285).

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