Curva de novas infeções volta a subir após cinco dias em queda

O relatório de situação da DGS indica que foram registados mais 3384 novas infeções e mais 68 mortes em Portugal nas últimas 24 horas.

Há mais 3384 ​​​​​casos e mais 68 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas em Portugal, segundo os dados do relatório de situação da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira (2 de dezembro).

Estes dados apontam para o facto de o número de novos casos ter voltado a subir, após cinco dias consecutivos em que a curva de novas infeções vinha a descer. Em comparação com quarta-feira da semana passada, registam-se menos 1906 casos, um dado que pode ser resultado das medidas de confinamento adotadas neste período.

Refira-se que, desde o início da pandemia, Portugal registou um total de 303 845 infeções e 4645 óbitos causados por covid-19.

Os dados agora divulgados mostram ainda que, nas últimas 24 horas, foram dados como recuperados mais 2569 doentes.

Nos hospitais portugueses deram entrada mais 63 doentes, totalizando agora 3338 internados. Em comparação com o dia anterior, registam-se quatro novos internamentos nas unidades de cuidados intensivos, que têm agora 525 doentes.

A região norte continua a mais afetada neste momento, uma vez nas últimas 24 horas foram detetados 1857 novos casos e registados 36 mortos.

Lisboa e vale do Tejo atingiu nesta quarta-feira o número redondo das cem mil infeções, resultado dos 939 novos casos registados nas últimas 24 horas, período em que foram confirmadas 23 mortes.

A região centro teve 401 novos casos e sete óbitos, enquanto no Alentejo somaram-se 85 novas infeções e dois mortos.

Sem óbitos registados estão o Algarve, Açores e Madeira, que somaram 74, 22 e 6 novos casos de infeções, respetivamente.

Numa altura em que se aguarda pelo início da vacinação em todo o mundo, a Comissão Europeia garantiu nesta terça-feira que está pronta para, "numa questão de dias", dar a autorização comercial às candidatas a vacina contra a covid-19. Contudo, o processo ainda tem de passar devidamente na fase de avaliação dos peritos da União Europeia.

"Se a Agência Europeia de Medicamentos der uma resposta positiva a seguir à análise muito detalhada sobre a eficácia das candidatas a vacina, a Comissão fará tudo o que estiver ao seu alcance para chegar a uma decisão rápida", garantiu o porta-voz para a Saúde, Stefan De Keersmaecker, relativamente a "uma decisão que deve, evidentemente, ser tomada de urgência".

Seguem-se duas etapas, por uma questão de logística, para fazer chegar a vacina a cada um dos países da União Europeia. "E, nesta fase, por uma questão de logística tem de haver um acordo entre os Estados membros e os fabricantes", disse o porta-voz, antecipando, "em certos casos, uma segunda etapa para que a vacina possa ser disponibilizada".

"Pode acontecer que, dentro do país, as autoridades queiram transportar estas vacinas dum centro de armazenagem para outros centros de vacinação, nos Estados membros", apontou De Keersmaecker.

O porta-voz respondia a uma questão sobro os próximos passos, até que uma vacina esteja disponível, agora que a Agência Europeia de Medicamentos recebeu um pedido de autorização para a utilização de emergência da Pfizer/BioNTech e da Moderna. A agência está a analisar a eficácia e a segurança das candidatas a vacina.

Bruxelas e as agências europeias estão a trabalhar para que o processo de aprovação de licenças seja posto em prática de acordo com a urgência imposta pela pandemia, e a comissária tem dito que tudo será feito para que não haja atrasos.

A Aliança Global para as Vacinas já fez saber que tem como objetivo que "a fase mais aguda de pandemia esteja sob controlo no final de 2021", de acordo com informações recolhidas pelo DN junto do futuro presidente da organização, Durão Barroso, o qual admitiu porém que é preciso estarmos "prevenidos para a hipótese de haver alguns novos acidentes, como houve nos testes".

Barroso admite que a hipótese de "ter já uma utilização das vacinas durante o primeiro semestre do próximo ano não seja demasiado otimista", deixando antever uma possível autorização já no mês de dezembro.

Mais adiantado está já o Reino Unido, onde a vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer e da alemã BioNTech foi autorizada. "Um momento histórico" na luta contra o novo coronavírus, afirmou o presidente da Pfizer, Albert Bourla, citado pelo jornal The Guardian.

Com esta aprovação, o Reino Unido torna-se o primeiro país do mundo a começar a vacinar a população contra a covid-19 na próxima semana, segundo informou o Ministério da Saúde britânico em comunicado.

"O governo aceitou hoje [quarta-feira] as recomendações da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde para aprovar o uso da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech", anunciou um porta-voz do executivo, acrescentando que "a vacina estará disponível em todo o Reino Unido a partir da próxima semana".

De referir que o Reino Unido adquiriu 40 milhões de doses da vacina, cujos resultados da fase final dos ensaios clínicos demonstraram uma eficácia de 95%. As primeiras doses, cerca de 800 mil, devem chegar nos próximos dias.

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