PNR junta menos de trinta pessoas no Terreiro do Paço

O PNR manifestou-se no Terreiro do Paço contra o BE, o Governo e a favor da atuação policial

Menos de trinta pessoas manifestaram-se ao fim do dia desta sexta-feira no Terreiro do Paço contra o Bloco de Esquerda e a favor da atuação policial, numa ação de protesto promovida pelo Partido Nacional Renovado (PNR).

Protestaram em especial contra um dos assessores do BE, Mamadou Ba, também dirigente do SOS Racismo. E criticaram o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita por "não ter uma atitude firme em defesa dos agentes da PSP", em cujo ministério entregaram uma carta com as suas reivindicações

Consideram o "SOS Racismo o braço armado do BE" e pedem "que seja declarado ilegal".

A manifestação juntou poucas pessoas - eram mais os jornalistas e os agentes - e que envergaram bandeiras, cartazes e duas faixas, uma das quais com a frase de Mamadou Ba: "A bosta da bófia ". Com a mensagem: "Incendiário! Volta para o Senegal. Boa viagem".

O dirigente SOS Racismo tem recebido ameaças e uma interpelação na rua por dirigentes do PNR, cujo video está na página do PNR. Por tudo isso pediu proteção policial.

Quando questionado sobre o facto de Mamadou Ba residir há mais 20 anos em Portugal e ter a nacionalidade portuguesa, José Pinto Coelho, presidente do PNR, afirmou que Mamadou não era português e que defendem o jus sanguinis, é português "só quem nasce no país".

Caso diferente entendem ser o de Jorge Torres, que nasceu em Cabinda quando Angola era uma colónia portuguesa e os seus naturais eram portugueses. Jorge é militante do partido há dois anos. "O PNR não é um partido racista, As questões do racismo são provocadas pelos negros", argumentou.

Percorreram as ruas da baixa até à rua da Palma, onde se encontra a sede do BE, mas a PSP interrompeu a marcha uns metros antes. Quem os viu, reagiu com indiferença às palavras de ordem.

Exclusivos

Premium

Alentejo

Clínicos gerais mantêm a urgência de pediatria aberta. "É como ir ao mecânico ali à igreja"

No hospital de Santiago do Cacém só há um pediatra no quadro e em idade de reforma. As urgências são asseguradas por este, um tarefeiro, clínicos gerais e médicos sem especialidade. Quando não estão, os doentes têm de fazer cem quilómetros para se dirigirem a outra unidade de saúde. O Alentejo é a região do país com menos pediatras, 38, segundo dados do ministério da Saúde, que desde o início do ano já gastou mais de 800 mil euros em tarefeiros para a pediatria.