Número de subscritores de pacotes de telecomunicações sobe 3,9% em 2018

O número de subscritores de ofertas em pacote de serviços de telecomunicações aumentou 3,9% em 2018, face ao ano anterior, para 3,88 milhões, de acordo com dados da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

A Anacom diz que o crescimento foi de 145 mil clientes e "está dentro do intervalo de previsão". "Nos últimos anos, o crescimento do número de subscritores de pacotes tem vindo a desacelerar. Este abrandamento encontra-se, em parte, associado à elevada taxa de penetração de serviços em pacote. No final de 2018, o número de assinantes de ofertas em pacote equivalia a 93,7% das famílias clássicas", aponta o regulador.

"No final de 2018, as ofertas 4/5P [quatro ou cinco serviços] continuaram a ser as mais utilizadas, com 1,8 milhões de subscritores (46,3%), seguindo-se as ofertas 3P, com 1,62 milhões de subscritores (41,7%)", refere o regulador, em informação disponibilizada no 'site'.

"O crescimento ocorrido durante 2018 resultou sobretudo do aumento do número de subscritores das ofertas 4/5P (+7,3% nos últimos 12 meses) e, em menor medida, ao crescimento das ofertas 3P (+5,1%). As ofertas 2P diminuíram de forma acentuada (-10,6% nos últimos 12 meses)", adianta.

A fatura média mensal dos clientes residências com ofertas em pacote foi de 52,86 euros, incluindo IVA, o que se traduz num aumento de 1,2% face a 2017.

"As receitas de serviços em pacote atingiram cerca de 1.582 milhões de euros em 2018. As ofertas 4/5P representavam 60,3% das receitas de pacotes", adianta.

"Em termos de número de subscritores, e no final de 2018, a Meo era o prestador com maior quota de subscritores em pacote (40,6% no final de 2018), seguindo-se o grupo NOS (37,4%), a Vodafone (17,8%) e o grupo NOWO/Onitelecom (4,2%)", adianta a Anacom.

"A Vodafone foi o prestador que mais aumentou a sua quota de subscritores durante 2018 (+0,9 pontos percentuais) e a Meo o que captou mais subscritores em termos líquidos (+76 mil)", segundo os dados.

Já em termos de receitas, e no final de 2018, a Meo [Altice Portugal] e o grupo NOS apresentavam uma quota semelhante (41,8%), seguindo-se a Vodafone (12,9%) e o grupo NOWO/Onitelecom (3,4%), acrescenta.

No ano passado, o número de clientes do serviço telefónico fixo, na modalidade de acesso direto, aumentou 2,3%, para quatro milhões.

"O crescimento registado no serviço fixo de telefone está associado à crescente popularidade das ofertas em pacote que integram telefonia fixa. Cerca de 92% dos clientes do serviço fixo de telefone tinham adquirido este serviço integrado num pacote", adianta a Anacom.

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