Militar da GNR detido por burla e corrupção no comércio automóvel

Dois homens, um deles militar da GNR, foram detidos pela prática de crimes de burla qualificada, falsificação de documentos, corrupção ativa e passiva e fraude fiscal qualificada no comércio automóvel a nível nacional. Terão lucrado um milhão de euros.

"A atividade criminosa permitiu aos seus responsáveis obter uma vantagem patrimonial ilegítima de pelo menos um milhão de euros", revelou o Comando de Lisboa da GNR em comunicado sobre a operação com o nome 'West Price'.

Os detidos têm 37 e 50 anos de idade e um deles é militar da GNR, informa ainda.

A nota explica que após "várias denúncias de burla na subtração de quilómetros em veículos usados, primeiramente importados e posteriormente colocados à venda em 'stands' automóveis nacionais, apurou-se que a atividade criminosa se estendia à obtenção de vantagens patrimoniais ilegítimas, através de um esquema fraudulento baseado em circuitos de faturação fictícios e simulação de negócio, que tinha por finalidade concretizar a evasão e fraude ao IVA no comércio automóvel".

No total, foram realizadas 37 buscas, 11 das quais domiciliárias, 19 não domiciliárias e sete em veículos automóveis.

Em resultado das buscas foram apreendidos 19 veículos, uma máquina de fazer chapas de matrícula, várias chapas de matrícula e diversa documentação, pode ler-se.

A operação envolveu mais de cem militares e foi realizada pelo Destacamento de Trânsito (DT) de Torres Vedras do Comando Territorial da GNR de Lisboa e pela Unidade de Ação Fiscal (UAF), através do Destacamento de Ação Fiscal (DAF) de Lisboa e ainda com os Comandos Territoriais de Setúbal e Santarém.

E contou ainda com a colaboração de funcionários da Autoridade Tributária e Aduaneira, do Laboratório de Polícia Cientifica da Polícia Judiciária (PJ) e do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

Os detidos encontram-se nas instalações da Guarda, para serem presentes em 03 de setembro ao Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste - Sintra, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação, conclui o comunicado.

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