Mãe sem-abrigo foi credenciada quatro meses antes de dar à luz
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Mãe sem-abrigo foi credenciada quatro meses antes de dar à luz

Em julho, uma instituição credenciou Sara Furtado. A partir daí devia tê-la seguido. Até hoje, não se sabe que instituição foi. Há um pacto de silêncio de ONG e coordenação de apoio a sem-abrigo.

"Ela tinha desde julho uma instituição que estava encarregada dela." Ela é Sara Furtado, a jovem de 22 anos indiciada pela tentativa de homicídio do bebé que confessou ter dado à luz na madrugada de 5 de novembro e colocado num ecoponto. E quem fala é alguém que com ela contactou na João 13, uma associação de voluntários onde Sara começou a ir jantar e tomar banho quatro meses antes de dar à luz.

"Para poderem ter acesso aos nossos serviços, os sem-abrigo têm de estar credenciados, e não somos nós que fazemos a credenciação, porque não temos assistentes sociais, nem psicólogos, nem nada disso", continua a explicar a pessoa ligada à João 13, que pede para não ser identificada. "Limitamo-nos a dar refeições e oferecer banho e lavagem de roupa. A primeira vez que lá vão damos acesso, mas dizemos que na próxima têm de trazer cartão. E ela frequentava a nossa associação desde julho, com cartão. Foi uma pessoa que no-la trouxe, a tentar ajudá-la. E nós dissemos que para voltar tinha de estar credenciada, e onde devia ir tratar disso."

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