Praia de Faro interdita a banhos por elevada concentração da bactéria E. coli

Resultados das análises, efetuadas na segunda-feira, "revelaram valores muito acima do valor máximo permitido por lei", afirmou o Comandante da Capitania do Porto de Faro.

A praia de Faro, no Algarve, foi esta terça-feira interdita a banhos balneares por terem sido detetados na água valores de coliformes fecais "muito superiores ao máximo permitido por lei", disse à Lusa o comandante do Porto de Faro.

"O resultado das análises microbiológicas da água de mar da colheita efetuada na segunda-feira revelaram valores muito acima do valor máximo permitido por lei, pelo que, em coordenação com a autoridade de saúde foram desaconselhados os banhos na praia de Faro", indicou Nuno Cortes Lopes, Comandante da Capitania do Porto de Faro.

De acordo com o responsável da Autoridade Marítima Nacional, foi arreada a Bandeira Azul, símbolo de qualidade das águas balneares, e içada a bandeira vermelha, "que proíbe os banhos balneares".

Nuno Cortes Lopes adiantou que a interdição dos banhos balneares "está restringida à praia de Faro", sendo um situação pontual e que está a ser monitorizada em permanência pela ARH/Algarve (Administração da Região Hidrográfica), organismo integrado na Agência Portuguesa do Ambiente e pela Administração Regional de Saúde do Algarve.

Levantamento da interdição está dependente de resultados de novas análises

"Existe um acompanhamento permanente da qualidade das águas, tendo sido efetuadas hoje novas colheitas das águas, sendo os resultados apenas conhecidos amanhã [quarta-feira]e que determinarão se a interdição se manterá ou não", sublinhou.

Nuno Cortes Lopes acrescentou que os valores máximos permitidos por lei referem-se à bactéria Escherichia Coli, vulgarmente conhecida por E.Coli, o que indica uma contaminação por elevada concentração de coliformes fecais.

"São desconhecidas as causas que estão na origem desta concentração elevada de coliformes fecais, existindo várias possibilidades, uma das quais uma eventual descarga não tratada por parte de uma embarcação", concluiu o responsável da Autoridade Marítima.