Parlamento rejeita proibição das corridas de galgos

Os dois projetos do PAN e do Bloco de Esquerda foram chumbados com os votos contra do PS, PSD, CDS-PP e PCP.

O parlamento rejeitou esta sexta-feira os dois projetos do PAN e do BE que pretendiam proibir as corridas de cães, especialmente de galgos, em Portugal.

Os diplomas foram rejeitados com votos contra do PS, do PSD, do CDS-PP e do PCP.

A favor votaram, além do PAN e do Bloco de Esquerda, o Partido "Os Verdes" e 12 deputados, a maioria da bancada socialista.

Tanto a legislação proposta pelo BE como a proposta pelo Pessoas--Animais-Natureza (PAN) pretendia a proibição das corridas de galgos e outros cães.

O PAN previa ainda contraordenações para quem não cumprisse.

Ambos os partidos realçaram que as corridas de galgos são uma atividade com treinos violentos, como, por exemplo, coleiras eletrificadas com "pequenos" choques (e emissão de um som) infligidos por controlo remoto nos cães que fiquem para trás.

É também recorrente o recurso ao dopping para melhorar a sua performance na pista.

Os dois diplomas surgem na sequência de uma petição que pedia a proibição das corridas de galgos em Portugal e que foi apresentada esta semana na Assembleia da República.

Cruz Vermelha cancela corrida de galgos

Por outro lado, os animais sem as características e velocidade, consideradas necessárias, estão sujeitos ao abandono.

Devido à onda de contestação, a corrida de galgos que estava marcada para 13 de julho em Vila do Conde acabou por ser cancelada pela Cruz Vermelha Portuguesa, conforme disse ao DN o seu presidente, Francisco George.

A corrida destinava-se à angariação de fundos para a Cruz Vermelha e era coorganizada pela delegação de Vila do Conde, mas os protestos contra este tipo de eventos fez o organismo emitir um comunicado a anunciar que não iria participar na "Corrida de Galgos".

A decisão surgiu depois da SOS Animal emitir um apelo ao presidente da Cruz Vermelha para cancelar o evento. "Tomámos conhecimento da corrida de canídeos para angariação de fundos, promovida pela Delegação de Vila do Conde da Cruz Vermelha Portuguesa, através do Facebook da mesma. Está cientificamente comprovado que os canídeos são seres sencientes, tal como todos os animais. Para corridas de galgos, estes são sujeitos a treinos extremamente violentos e muitas vezes à administração de doping. Quando já não estão aptos para correr, ainda em tenra idade, são abandonados ou mortos", referia o comunicado da SOS animal.