Manifestação pede demissão da Câmara de Pedrógão

Pouco antes da reunião extraordinária da Assembleia Municipal, que decorre esta tarde em Pedrógão Grande, está marcada uma manifestação popular

Uma manifestação "pela demissão do executivo municipal de Pedrógão Grande" está marcada para esta tarde, antecedendo a reunião extraordinária da Assembleia Municipal, cujo ponto único é a "análise da execução da aplicação de fundos doados às diversas instituições para recuperação de património habitacional na sequência dos fogos de 2017".

A manifestação está a ser convocada através do Facebook, desde a semana passada, e embora nãos se saiba quem são os autores, há cerca de 500 pessoas interessadas no evento, agendado para as 16h30, em frente à Casa da Cultura de Pedrógão Grande.

De acordo com a descrição do evento - criado por uma página denominada "Demissão do Executivo Municipal de Pedrógão Grande por Compadrio", "a justiça fará o que compete à justiça, e o povo fará o que compete à democracia, exigir a demissão e convocação de novas eleições em Pedrógão Grande".

A manifestação exige também "a devolução do dinheiro gasto indevidamente até ao último cêntimo". Além disso, a manifestação exige ainda "a constituição de arguidos no processo de reconstrução das casas", bem como a constituição do autarca Valdemar Alves, presidente da autarquia, como arguido - "pela corresponsabilidade nas consequências do incêndio de 17 de junho de 2017, inerentes às suas competências e atribuições nos termos da Lei 65/2007 e das quais não se pode eximir tenha ou não delegado funções".

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Henrique Burnay

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Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.