Está dominado incêndio em Monchique. Mais de 170 operacionais mantêm-se no local

Incêndio deflagrou numa zona de mato ao início da tarde. Às 18:42 foi considerado dominado, afirmou ao DN fonte do CDOS de Faro

Já está dominado o incêndio deflagrou em Monchique ao início da tarde desta quarta-feira numa zona de mato. O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro disse ao DN que o fogo foi considerado dominado às 18:42. No local, estão ainda 174 operacionais, apoiados por 59 veículos e cinco meios aéreos, que estão a efetuar trabalhos de consolidação em todo o perímetro.

De acordo com a Proteção Civil, o incêndio deflagrou pelas 15:00 na localidade Chã da Casinha, no concelho de Monchique, no distrito de Faro, e a meio da tarde chegou a ser combatido por 185 operacionais, apoiados por 58 veículos e dez meios aéreos.

Fonte da Proteção Civil, as chamas lavraram numa "zona de difícil acesso", de mato e eucaliptal.

O concelho de Monchique registou, em agosto de 2018, o maior incêndio do ano em Portugal, que destruiu um total de 74 habitações. O fogo deflagrou na zona da Perna Negra, em Monchique, tendo alastrado primeiro para o Alentejo, tocando o concelho de Odemira (distrito de Beja), sem grande impacto, e logo depois, com mais violência, para Silves e Portimão (distrito de Faro).

Para Rui Miguel André, presidente da câmara de Monchique, o incêndio que deflagrou esta tarde gerou "bastante preocupação", uma vez que se trata de "uma zona com muitos declives e muita vegetação e, por isso, a afetação de meios desta natureza no ataque inicial". Em declarações à RTP3, o autarca afirmou que o incêndio "começava a ceder aos meios".

Rui Miguel André referiu que o fogo deflagrou numa zona "onde estava a ser feita uma limpeza de matas". Ou seja, "foi exatamente numa ação de prevenção e de limpeza", explicou. "São zonas de terrenos particulares, que fazem o que podem. São zonas complexas e aqui o trabalho de prevenção também é muito difícil de ser feito".

Atualizado às 19:30 com informação do CDOS de Faro.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.