Incêndios. Cerca de 50 concelhos de 12 distritos do continente em risco máximo

As temperaturas máximas vão oscilar entre os 23 graus no Porto e os 38 em Santarém. Alerta pode ser prolongado ou alargado a outros concelhos

Cerca de 50 concelhos de 12 distritos de Portugal continental apresentam hoje risco máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em risco máximo de incêndio estão cerca de 50 concelhos dos distritos de Faro, Santarém, Leiria, Castelo Branco, Portalegre, Coimbra, Aveiro, Viseu, Porto, Braga, Bragança e Guarda apresentam hoje risco máximo de incêndio.

O IPMA colocou ainda em risco muito elevado e elevado de incêndio mais de uma centena de concelhos dos distritos de Faro, Beja, Lisboa, Santarém, Portalegre, Castelo Branco, Leiria, Coimbra, Guarda, Viseu, Aveiro, Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre o "reduzido" e o "máximo".

O cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00 em cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Na terça-feira, a Autoridade Nacional de Proteção Civil informou que vai manter, pelo menos até ao final do dia de hoje, o alerta vermelho em sete distritos do país e alertou para a intensidade do vento que se vai fazer sentir.

O Adjunto Nacional de Operações Sérgio Gomes manifestou-se preocupado com a "intensificação do vento" prevista para o dia de hoje.

Sérgio Gomes ressalvou a necessidade de manter o estado de alerta especial vermelho em sete distritos do país (Braga, Bragança, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu), pelo menos até às 23:49 de hoje, não excluindo a possibilidade de o vir a prolongar ou a alargar a outros distritos.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade na faixa costeira ocidental até ao início da tarde, persistindo em alguns locais a norte do Cabo Raso ao longo do dia.

Durante a tarde, está previsto um aumento de nebulosidade nas regiões do interior com condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros, que poderão ser por vezes fortes, de granizo e acompanhados de trovoada.

A previsão aponta ainda vento fraco, soprando temporariamente moderado do quadrante oeste a partir da tarde e sendo moderado de nordeste nas terras altas da região Norte até ao início da manhã e descida da temperatura máxima no litoral a norte do Cabo Raso.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 15 graus celsius (no Porto) e os 22 (em Faro) e as máximas entre os 23 (no Porto) e os 38 (em Santarém).

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.