Autarca de Silves critica ligação da Proteção Civil às forças locais

A presidente da Câmara Municipal de Silves diz que houve falta de comunicação e coordenação no combate ao incêndio que está a atingir vários concelhos do barlavento algarvio.

Na sequência dos fogos que afetaram o concelho de Silves, Rosa Palma disse à Lusa que "houve falhas de comunicação entre o posto central e as forças locais, que poderiam ter melhorado a situação".

"Estão meios no terreno, mas desconheço a situação e é isto que não pode acontecer. Como presidente da Câmara, tenho de estar presente e tenho de ter conhecimento das ações no terreno e isso não está a acontecer", lamentou a autarca, reeleita em 2017 para um segundo mandato, mais uma vez à frente de uma lista da CDU.

"A comunicação é essencial, este concelho, por si só, tem cerca de 700 quilómetros quadrados, há pessoas que conhecem bem o território e essas pessoas tem de ser ouvidas e eu não reconheço que isso tenha acontecido", acrescentou.

Segundo no entanto admitiu, "é certo que as condições atmosféricas foram adversas": "A nível distrital não tenho lembrança de zonas com aglomerados populacionais tão fortes que tenham sofrido incêndios destes, foi assustador."

"Nós fizemos o nosso trabalho de casa e quem agarra nas operações depois tem, de certa forma, que planear e programar para que se possa agir em conformidade."

"Mas temos uma equipa da proteção civil que tem monitorizados meios para situações deste género, temos um levantamento feito casa a casa, para saber quantas pessoas moram em cada habitação, se têm dificuldade a andar, [quantas] pessoas [estão] acamadas ou [são] crianças, para que se possa, de certa maneira, definir prioridades", sustentou a autarca.

"Nós fizemos o nosso trabalho de casa e quem agarra nas operações depois tem, de certa forma, que planear e programar para que se possa agir em conformidade. Quem vai monitorizar o espaço tem de conhecer a área para quando estiver a dar os passos e tomar decisões estar efetivamente a fazer o que é necessário", disse ainda. "É necessário fazer um diagnóstico e reconhecer aquilo que não correu bem, para que possa correr melhor daqui para a frente. Temos sorte que não tivemos nenhuma situação de feridos, nem de mortos, nem perdas de casas no concelh , mas não podemos andar agarrados à sorte, temos de ter um planeamento e saber atuar em situações.".

Rosa Palma destacou ainda o trabalho de prevenção que tem vindo a ser realizado nos últimos anos.

O incêndio que começou sexta-feira na serra de Monchique já passou para Odemira e Portimão (situações já resolvidas) e prossegue agora em Silves

"Desde 2014 que vimos a exercer um trabalho exaustivo ao nível de prevenção, o concelho de Silves tem faixas de combustível ao longo de vários quilómetros que convido qualquer um a verificar", frisou Rosa Palma.

O incêndio que lavra no Algarve começou na passada sexta-feira, em Monchique, alastrando-se numa fase inicial ao concelho de Odemira, no distrito de Beja, onde foi rapidamente resolvido, seguindo depois em direção a Portimão, onde já não está ativo, e a Silves, onde ainda permanece.

Ao sétimo dia, o incêndio estende-se por um perímetro que ultrapassa os 100 quilómetros, afetando diretamente os concelhos de Monchique e de Silves.

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