Incêndio em Monchique está "dominado". Arderam 27 mil hectares

O fogo de Monchique fez 39 feridos, um deles em estado grave, e obrigou à evacuação de várias zonas habitacionais

O incêndio que lavra há uma semana em Monchique, Algarve, está dominado, confirmou esta manhã Patrícia Gaspar, segunda comandante operacional nacional da Proteção Civil.

No balanço feito em conferência de imprensa, a comandante deu conta de 41 feridos, um em estado grave. Dos restantes feridos, 22 são bombeiros. O número de deslocados diminuiu, entretanto, para 49, precisou.

Patrícia Gaspar garantiu que os operacionais vão manter-se no terreno, para acautelar possíveis reacendimentos. O trabalho dos bombeiros, disse, vai dar lugar progressivamente aos trabalhos de rescaldo e vigilância.

No terreno estão 1 371 operacionais, apoiados por 442 viaturas e dois meios aéreos. O fogo já destruiu cerca de 27 000 hectares, segundo os dados mais recentes disponibilizados pelo Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS), tornando-o no maior este ano em Portugal. E o maior da Europa em termos de área ardida.

Este ano, o maior incêndio, em termos de área ardida, que se tinha verificado em Portugal era o que deflagrou em fevereiro na Guarda, onde arderam 86 hectares.

As chamas desde incêndio, que deflagrou na localidade de Perna Negra, provocaram 39 feridos,

Segundo os dados do EFFIS, as chamas em Monchique já destruíram 26 957 hectares, mais de metade dos 41 mil que arderam na mesma região em 2003, nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

No ano passado, as chamas destruíram mais de 440 mil hectares, o pior ano de sempre em Portugal, segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Quanto aos maiores incêndios em termos de área ardida ocorridos no ano passado, no topo da lista aparece o que teve origem no dia 15 de outubro, em Seia/Sandomil, no distrito da Guarda, que destruiu 43 191 hectares.

Questionada sobre os prejuízos, Patrícia Gaspar indicou que todas as autarquias afetadas pelos incêndios já têm técnicos no terreno para fazer um levantamento dos danos.

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