Premium Homicídios, burlas e chantagem disparam na criminalidade

Exclusivo DN. No global, a criminalidade geral e a violenta continuam a descer, mas há fenómenos, como os homicídios, que aumentaram 35% nos primeiros nove meses deste ano.

Globalmente, as notícias para a nossa segurança são boas: a criminalidade voltou a descer, 2% a geral e 9% a violenta. Números que vêm confirmar a tendência dos últimos anos e do relatório de criminalidade, relativo ao primeiro semestre de 2018. No entanto, há fenómenos a aumentar, como o homicídio, as burlas e a extorsão (chantagem), que merecem preocupação especial das polícias.

São os dados partilhados pelas forças de serviços de segurança no Gabinete Coordenador de Segurança - que coordena o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) - relativos à criminalidade registada até ao final o terceiro trimestre de 2018, a que o DN teve acesso em exclusivo. Estes dados são ainda provisórios mas indicam já a tendência que se vai verificar no final do ano.

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Conhecem a última anedota do Brexit?

Quando uma anedota é uma anedota merece ser tratada como piada. E se a tal anedota ocupa um importante cargo histórico não pode ser levada a sério lá porque anda com sapatos de tigresa. Então, se a sua morada oficial é em Downing Street, o nome da rua - "Downing", que traduzido diz "cai, desaba, vai para o galheiro..." - vale como atual e certeira análise política. Tal endereço, tal país. Também o número da porta de Downing Street, o "10", serve hoje para fazer interpretações políticas. Se o algarismo 1 é pela função, mora lá a primeira-ministra, o algarismo 0 qualifica a atual inquilina. Para ser mais exato: apesar de ela ser conservadora, trata-se de um zero à esquerda. Resumindo, o que dizer de uma poderosa governante que se expõe ao desprezo quotidiano do carteiro?

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A projeção pública da nossa atividade, sobretudo quando, como é o caso da política profissional, essa atividade é, ela própria, pública e publicamente financiada, envolve uma certa perda de liberdade com que nunca me senti confortável. Não se trata apenas da exposição, que o tempo mediático, por ser mais veloz do que o tempo real das horas e dos dias, alargou para além da justíssima sindicância. E a velocidade desse tempo, que chega a substituir o tempo real porque respondemos e reagimos ao que se diz que é, e não ao que é, não vai abrandar, como também se não vai atenuar a inversão do ónus da prova em que a política vive.

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Maria Antónia de Almeida Santos

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