Fuzileiro é o primeiro instrutor português de sobrevivência certificado pela NATO

O sargento Roberto Guedes Alípio, militar desde 2001, completou um curso na Noruega, que "permite capacitar os formandos com conhecimentos avançados" para operarem em "ambientes de inverno, subártico e ártico de acordo com os procedimentos da NATO"

O fuzileiro Roberto Guedes Alípio tornou-se no primeiro instrutor português de Sobrevivência, Evasão, Resistência e Extração (SERE) certificado pela NATO, depois de ter concluído com distinção um curso de condições extremas na Noruega, indicou esta sexta-feira a Marinha.

Num comunicado enviado hoje às redações, a Marinha refere que o sargento Roberto Guedes Alípio, militar desde 2001 e "atualmente formador do Batalhão de Instrução na Escola de Fuzileiros, frequentou o Curso 'Army SERE Instructor Course', no centro de excelência Cold Weather Operations da NATO, na Noruega".

O curso teve a duração de cinco semanas e foi repartido em duas fases, é referido na nota.

Esta formação, lê-se no comunicado, "permite capacitar os formandos com conhecimentos avançados, para poderem desempenhar as funções de instrutores e consultores SERE em ambientes de inverno, subártico e ártico de acordo com os procedimentos da NATO".

De acordo com a Marinha, o militar português de 36 anos, "concluiu o curso com distinção, tendo conquistado o prémio do curso, atribuído pelos instrutores, e que distingue o aluno que mais se destaca nas duas fases", devido à "atitude, trabalho e ânimo demonstrado".

"O curso foi frequentado por 20 elementos de dez nacionalidades, maioritariamente países com tradições neste tipo de ambiente de condições climatéricas extremas, tais como França, Alemanha, Itália, Polónia, Holanda, Noruega, Espanha, Estónia e República Checa", assinala a Marinha.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Saúde

Empresa de anestesista recebeu meio milhão de euros num ano

Há empresas (muitas vezes unipessoais) onde os anestesistas recebem o dobro do oferecido no Serviço Nacional de Saúde para prestarem serviços em hospitais públicos carenciados. Aquilo que a lei prevê como exceção funciona como regra em muitas unidades hospitalares. Ministério diz que médicos tarefeiros são recursos de "última instância" para "garantir a prestação de cuidados de saúde com qualidade a todos os portugueses".