Detido suspeito de esfaquear quatro pessoas em Guimarães

O alerta para as agressões foi recebido por volta das 22.15.

O suspeito de ter esfaqueado no sábado à noite quatro pessoas em Guimarães, duas das quais ficaram em estado grave, já foi detido pela PSP, disse hoje à Lusa fonte do Comando Nacional daquela força policial.

"O suspeito foi detido pela PSP, que continua as investigações", disse à Lusa fonte do Comando Nacional, escusando-se a adiantar mais dados sobre a detenção.

Quatro pessoas ficaram feridas no sábado à noite em "agressões com uso de arma branca" em Fermentões, no concelho de Guimarães, disse à Lusa fonte dos Bombeiros Voluntários de Guimarães.

De acordo com a mesma fonte, o alerta para "agressões com uso de arma branca na via pública", na Travessa do Quintal, foi recebido pelas 22:15.

No local, os bombeiros encontraram quatro pessoas feridas. Segundo fonte do Comando Nacional da PSP, dois dos feridos estão em estado grave.

De acordo com informação disponível no site da Autoridade Nacional de Emergência Proteção Civil (ANEPC), pelas 23:00 de sábado estavam no local 14 operacionais, apoiados por sete veículos.

Além dos bombeiros, foram enviados para o local elementos da PSP e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

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1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?