Bruno de Carvalho começa a ser julgado a 18 de novembro

O antigo presidente do Sporting e os restantes 43 arguidos serão julgados no Tribunal de Monsanto ao longo de 24 sessões.

O julgamento do processo de invasão à Academia do Sporting, em Alcochete, começa a 18 de novembro e deverá prolongar-se até 31 de janeiro de 2020, segundo o despacho do Tribunal de Almada enviado esta quarta-feira aos advogados e acusados, a que o DN teve acesso.

Bruno de Carvalho, antigo presidente do Sporting, e os restantes 43 arguidos vão ser julgados no Tribunal de Monsanto. O processo foi atribuído à magistrada Sílvia Rosa Pires e já tem 24 sessões marcadas.

Na sequência da invasão à Academia de Alcochete, que aconteceu a 15 de maio de 2018, o ex-presidente dos leões, 'Mustafá' (o líder da claque Juventude Leonina) e Bruno Jacinto (ex-oficial de ligação do clube às claques) estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, 19 de ofensa à integridade física qualificada, 38 de sequestro, um de detenção de arma proibida e crimes que são classificados como terrorismo, não quantificados. O líder da claque está também acusado de um crime de tráfico de droga.

Aos elementos da Juventude Leonina detidos na sequência do ataque o Ministério Público imputa-lhes a coautoria de crimes de terrorismo, 40 crimes de ameaça agravada, 38 crimes de sequestro, dois crimes de dano com violência, um crime de detenção de arma proibida agravado e um de introdução em lugar vedado ao público.

A primeira audiência está agendada para 18 de novembro às 09:30 e acontece depois de uma fase de instrução do processo atribulada, que foi adiada três vezes. Em causa estiveram sucessivos recursos interpostos no Tribunal da Relação a contestar a decisão do juiz de considerar este processo de excecional complexidade, o que permitiu aumentar os prazos incluindo os de prisão preventiva.

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