Borba: encontrada a carrinha que levava os dois cunhados que iam ao contabilista

O DN sabe que a carrinha de caixa aberta que caiu na derrocada foi localizada. Nela viajavam os cunhados Zé e Carlos, iam ao contabilista a Borba quando o chão se abriu. Resgate do veículo deve ser feito amanhã

Ninguém confirma se há corpos dentro da viatura, mas o DN sabe que a carrinha de caixa aberta que caiu na derrocada da estrada 255, às 15h45 do dia 19 de novembro, foi localizada. Se as condições climatéricas o permitirem, o veículo deve ser retirado da pedreira esta sexta-feira.

O veículo cinzento era aquele que transportava dois dos três homens que continuam desaparecidos. Ali seguiam José Rocha, ou Zé Algarvio, de 53 anos, e o seu cunhado Carlos Andrade, de 37. Ambos moravam em Bencatel, Vila Viçosa.

O primeiro era negociante de mármore, ia nessa tarde ao contabilista acertar contas e convidou o cunhado o cunhado para o acompanhar. Carlos, que trabalhava no Intermarché local, estava no último dia de férias. Tinham almoçado juntos e cumprido uma sesta rápida antes de se meterem na viatura.

Testemunhas oculares disseram que a carrinha ainda tentou travar a marcha, mas era tarde demais. Além destes dois homens está também desaparecido Fortunato Ruivo, 85 anos, residente no Alandroal. Viajava sozinho num veículo ligeiro, tinha dito à mulher que precisava de ir à loja de informática em Vila Viçosa.

Os corpos de dois trabalhadores que pereceram na pedreira foram já localizados e sepultados. O corpo de Gualdino Pita, 49, foi retirado na terça, dia 20, e o funeral realizou-se no dia seguinte. No sábado, 24 de novembro, foi encontrado João Xavier, 58 - o serviço fúnebre aconteceu dois dias depois.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Brexit

"Não penso que Theresa May seja uma mulher muito confiável"

O diretor do gabinete em Bruxelas do think tank Open Europe afirma ao DN que a União Europeia não deve fechar a porta das negociações com o Reino Unido, mas considera que, para tal, Theresa May precisa de ser "mais clara". Vê a possibilidade de travar o Brexit como algo muito remoto, de "hipóteses muito reduzidas", dependente de muitos fatores difíceis de conjugar.

Premium

Pedro Lains

"Gilets jaunes": se querem a globalização, alguma coisa tem de ser feita

Há muito que existe um problema no mundo ocidental que precisa de uma solução. A globalização e o desenvolvimento dos mercados internacionais trazem benefícios, mas esses benefícios tendem a ser distribuídos de forma desigual. Trata-se de um problema bem identificado, com soluções conhecidas, faltando apenas a vontade política para o enfrentar. Essa vontade está em franco desenvolvimento e esperemos que os recentes acontecimentos em França sejam mais uma contribuição importante.