Atenção às motas! Os seis 'pecados' que a PSP não vai perdoar

A PSP começa esta segunda-feira a operação "2 Rodas em Segurança" justificada pela "gravidade e consequências dos acidentes que têm ocorrido"

A mega-operação decorre a nível nacional, com várias ações de fiscalização do trânsito, especialmente direcionadas para a fiscalização dos veículos motorizados de duas rodas (motociclos e ciclomotores). O principal objetivo é a prevenção da sinistralidade rodoviária.

Em comunicado difundido esta manhã, a PSP lembra quais são os seis comportamentos de risco que mais têm contribuído para os acidentes mais graves:

1- Excesso de velocidade

2- Desrespeito da obrigação de parar no sinal vermelho do semáforo

3- Condução sob influência do álcool e drogas

4- Não utilização de capacete de proteção

5- Não sinalização de manobras

6- Ultrapassagens irregular

Tendo em conta esta diagnóstico, os agentes desta força de segurança vão ter uma atenção especial a outros tantos seis alvos:

1- Não utilização de capacete

2- Ultrapassagens irregulares

3- Excesso de velocidade

4- Condução sob efeito de álcool

5- Mudanças irregulares da via de trânsito

6- Desrespeito das regras de prioridade

Nesta operação a PSP também vai estar atenta aos comportamentos de risco dos condutores de outros veículos "que coloquem em causa a segurança dos motociclistas/ciclomotoristas".

Medidas de prevenção na gaveta

Segundo a Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) em 2017 verificou-se "um aumento muito grande da sinistralidade rodoviária dos utentes de motociclo".

Nos dados disponibilizados pela ANSR (mortes a 24 horas), as vítimas mortais destes utentes aumentaram de 43 para 92 (mais 114,0%) e os feridos graves aumentaram de 318 para 399 (mais 25,5%).

Em 2018 o total de vítimas mortais caiu cerca de 20% (de 92 para 74), embora os peritos da Prevenção Rodoviária Portuguesa salientem que se trata apenas de oscilações estatísticas e não devido à introdução de medidas preventivas concretas.

Acabar com a dispensa de formação para os condutores com carta de ligeiros que querem conduzir motas até 125 cm3 e tornar obrigatórias as inspeções periódicas, são dois exemplos de medidas que ainda estão na gaveta.

Dispararam vendas de motas de alta cilindrada

Os dados da ANSR mostram ainda que os motociclos (com mais de 50cm3 de cilindrada) são o tipo de veículo mais envolvido em acidentes por cada 1000 do mesmo tipo em circulação: 27. O número de veículos deste tipo envolvidos em acidentes passou de 5758, em 2017, para 6011, em 2018.

Segundo noticiou o JN este domingo, as vendas das motas de alta cilindrada (mais de 125 cm3) cresceram 22% nos primeiros seis meses deste ano.

As motas de média e alta cilindrada representaram 49% das vendas nesse primeiro semestre, batendo todos os recordes da quota de mercado.

Um responsável do Grupo de Ação Motociclista ouvido pelo jornal atribui este aumento ao facto de, desde 2009, quem tem a carta de condução de ligeiros poder também conduzir motas até 125 cm3.

Só que, assinala António Manuel Francisco, "a baixa cilindrada passou a ser muito fraca" e isso motivou a que muita gente fizesse um upgrade para as motas de 125cm3, o que também levou a um aumento de alunos para esta formação nas escolas de condução.

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