Agricultura recorre cada vez mais a imigrantes, alguns sem papéis

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras fiscalizou uma exploração agrícola em Santa Maria da Feira (Porto), em que 38, 4 % dos trabalhadores eram estrangeiros; dez estavam ilegais. E, numa operação em Odeceixe, identificaram 54 imigrantes, seis irregulares

As duas ações de fiscalização tiveram lugar a semana passada e, segundo os dirigentes do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), "visam a prevenção e a deteção de situações de tráfico de pessoas para exploração laboral agrícola, através da disseminação e recolha de informação junto dos trabalhadores estrangeiros identificados".

O que os números também mostram é que, cada vez mais, o setor agrícola recorre à mão-de-obra estrangeira. São hindustânicos, imigrantes naturais do Paquistão, Bangladesh, Índia e Nepal, maioritariamente.

Coimas variam entre dez mil e 15 mil euros

Numa ação de fiscalização na sexta-feira à zona de Santa Maria da Feira detetaram dez cidadãos estrangeiros em situação irregular e que foram notificados para abandonar o país no prazo de 20 dias. Contou com operacionais das direções regionais do Centro e Norte do SEF, além da participação dos técnicos da Autoridade para as Condições do Trabalho.

Encontraram 25 imigrantes num total de 65 da mesma exploração. Quinze haviam já iniciado o processo para obter a autorização de residência em Portugal.

A entidade patronal dos cidadãos foi notificada e está sujeita a uma coima que pode ir até aos 15 mil euros.

Uma segunda ação de fiscalização na mesma semana, em Odeceixe, esta com a GNR, "intercetou várias viaturas de diferentes entidades empregadoras e identificaram 54 cidadãos estrangeiros, dos quais seis em situação irregular, que também foram notificados para abandonar o país",

Levantaram autos de contraordenação a duas empresas "por utilização de atividade de cidadão estrangeiro em situação ilegal, cujas coimas podem ir até aos 10 mil euros"

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