Intercetado barco com 22 migrantes ao largo da costa algarvia

Os migrantes alegaram ser de nacionalidade marroquina. Foram observados por uma equipa do INEM e vão realizar testes de despiste da covid-19.

A Polícia Marítima de Faro e a Estação Salva-vidas de Quarteira intercetaram na madrugada desta segunda-feira, por volta das 04:50, 22 homens a bordo de uma embarcação junto a Vale do Lobo. Os migrantes alegaram ser de nacionalidade marroquina, segundo indica a Autoridade Marítima Nacional, em comunicado.

A Polícia Marítima recebeu o alerta por volta das 04:00 por um mestre de uma embarcação de pesca, que avistou a embarcação. "Os elementos da Polícia Marítima de Faro e da Estação Salva-vidas de Quarteira iniciaram buscas por mar e por terra, tendo detetado e intercetado a embarcação pelas 04:50", refere a autoridade marítima.

Depois de ter sido intercetada, a embarcação foi acompanhada até ao porto de Quarteira. Os 22 homens desembarcaram e foram encaminhados para a Estação Salva-vidas de Quarteira.

Foram observados por uma equipa do INEM e vão realizar testes de despiste à covid-19.

No local, foram recolhidos indícios pelo Serviço de Investigação Criminal do Comando Regional da Polícia Marítima do Sul, acrescenta a autoridade marítima.

O comandante da Capitania do Porto de Faro, Fernando Rocha Pacheco, disse que os 22 migrantes vinham numa "pequena embarcação de sete metros".

"Estão bem. Neste momento aguardam uma equipa que irá proceder a recolha de análises para despiste de covid-19", disse o comandante em declarações à RTP3

Os migrantes dizem ser de origem marroquina e "alegam terem saído de Al Jadida há três dias", acrescentou Fernando Rocha Pacheco.

Os 22 migrantes, todos do sexo masculino, estão à guarda do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que "está a desenvolver os procedimentos necessários para apurar as suas identidades, bem como avaliar o enquadramento da situação", uma vez que não tinham nenhuma identificação.

O SEF, em comunicado entretanto enviado às redações, afirma que "foram, de imediato, garantidas as necessidades básicas, incluindo alimentação e assistência médica" a estes migrantes oriundos do norte de África.

Em pouco mais de uma semana, este é o segundo caso envolvendo migrantes alegadamente de origem marroquino que desembarcaram no Algarve. A 6 de junho, as autoridades detetaram uma embarcação com sete homens ao largo de Olhão.

Atualizado às 09:27

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