Bebé sem rosto. Há indícios de irregularidades na atuação da clínica que seguiu Rodrigo

A clínica Ecosado não tinha convenção com a Administração Regional de Saúde ou com o Serviço Nacional de Saúde.

O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) afirmou nesta terça-feira que há indícios de irregularidades na clínica que realizou ecografias à mãe do bebé que nasceu com malformações graves em Setúbal.

Luís Pisco disse aos jornalistas que a clínica Ecosado não tinha nem tem qualquer convenção com a Administração Regional de Saúde ou com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas que aceitava credenciais de exames de utentes encaminhados pelos serviços públicos.

Foi este, pelo menos, o caso da mãe do bebé Rodrigo, que realizou ecografias na clínica, com o médico Artur Carvalho, através de credenciais passadas pelo SNS.

ARS tem um inquérito a decorrer

"Iremos ter um esclarecimento cabal da situação dentro em breve, nos próximos dias, de como foi feito o pagamento", declarou o presidente da ARSLVT à margem de uma ação de vacinação contra a gripe que decorreu num centro de saúde em Lisboa.

"Há aqui indícios de irregularidades que têm de ser esclarecidos", disse Luís Pisco.

A ARS tem um inquérito em curso desde que surgiram as primeiras notícias sobre o caso do bebé Rodrigo, sabendo-se que a mãe tinha sido acompanhada num centro de saúde e que faria as ecografias numa clínica ao abrigo de supostas convenções com o Estado.

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